Polícia turca encontra Bíblia de 1.200 anos nas mãos de contrabandistas


Historicamente, a Bíblia é o documento antigo mais bem preservado e confiável do mundo, não apenas pelo grande número de cópias em diferentes idiomas existentes, mas também pela qualidade dos manuscritos, idade e fontes arqueológicas de extrema precisão geográfica e histórica em conexão com seus relatos.

Até hoje, por exemplo, novos achados arqueológicos continuam fortalecendo o conjunto de evidências científicas em favor da historicidade do judaísmo e cristianismo, tal como os conhecemos através dos relatos bíblicos.

O Dr. Josh McDowell, autor da clássica série de obras apologéticas “Evidência que Exige um Veredito”, chegou a insinuar que a Bíblia é quem respalda os achados arqueológicos mais importantes da humanidade, e não o contrário, tamanha é a sua importância e nível de confiabilidade histórica.

Recentemente, por exemplo, a polícia turca encontrou nas mãos de contrabandistas uma Bíblia com pelo menos 1.200 anos de idade, sendo essa uma das mais antigas cópias já encontradas, reforçando o número de cópias que referendam os escritos autógrafos, isto é, os textos originais.

Ao todo, seis pessoas foram presas após supostamente tentarem vender o antigo manuscrito na província de Diyarbakir, no sudeste da Turquia.

Segundo informações do jornal britânico Independent, o exemplar encontrado não é da Bíblia completa, pois ele possui apenas 34 páginas, feitas com couro de animal, tendo também inscrições com detalhes em ouro. É possível que se trate de um resumo ou a cópia de alguns dos livros bíblicos. Essas informações, no entanto, ainda serão confirmadas.

A Turquia atualmente é o principal destino de artefatos arqueológicos contrabandeados do Oriente Médio, e por essa razão a polícia está investigando se a Bíblia encontrada foi contrabandeada através da fronteira da vizinha, Síria.

“É chegado o Reino de Deus!” (Mt 12.28)

Vamos começar o exame Mateus 13.31-32:

“O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo: Qual é realmente a menor de todas as sementes, mas quando ele é cultivado, é a maior das hortaliças e torna-se uma árvore , de modo que as aves do céu vêm e se aninham nos seus ramos”.

Há alguns anos atrás, um pastor de outra denominação foi convidado para pregar em uma reunião especial sobre a missão da conferência no Brasil. Sabendo que o nosso lema para aquele ano era "oração e ação por um mundo melhor", ele começou seu discurso dizendo: "Oração e ação: sim, mas mundo melhor: não!" E continuou dizendo que não devemos nutrir esperança a respeito de melhoras das condições de vida deste mundo antes da Segunda Vinda de Jesus. Para ele, a missão da Igreja é como a arca de Noé, em outras palavras, limitada apenas a pregar o Evangelho para a salvação das almas.

Esta teologia faz dos pregadores agoureiros do fim, sob o pressuposto de que quanto pior melhor, por significar que Jesus está voltando. Este ponto de vista ensina que o Reino de Deus será inaugurado no futuro, de forma radical e abrupta, por ocasião da Segunda Vinda de Jesus. Comodismo e escapismo são conseqüências inevitáveis.

Mas, tal perspectiva não encontra respaldo nos ensinos de Jesus e seus apóstolos. Jesus contou uma série de parábolas referentes ao Reino de Deus (Mateus 13). Em todas elas, observasse uma clara alusão ao contexto atual. Nenhuma delas se encaixa bem numa perspectiva futurista do Reino. Vejamos, por exemplo, o que Jesus diz a respeito da natureza do Reino de Deus na Parábola do Grão de Mostarda.

Vemos aqui, que Jesus está ensinando que a manifestação e o estabelecimento do Reino de Deus é um processo lento e gradual, com um início pequeno e modesto. Não sendo em nada parecido com uma abrupta erupção vulcânica, pois o Reino se assemelha a uma semente de mostarda em seu processo gradual de crescimento. Algo como aquele pequeno grupo de discípulos no início da Igreja! Não despreze o poder desse "pequeno grão de mostarda!", porque ele está destinado a crescer e a influenciar como sal da terra e luz do mundo! A presença da Igreja na Terra visa promover luz, esperança, justiça e vida. "Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5,13-16).

O Reino de Deus já foi inaugurado neste mundo e está em processo de expansão. Jesus disse: "mas se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, então o reino de Deus é chegado a vós" (Mateus 12:28). Como cristãos, temos de convir que Jesus estava expulsando demônios pelo Espírito de Deus, que, de acordo com as palavras de Jesus, é um sinal de que o Reino de Deus chegou até nós. Observe que Jesus estava falando sobre o Reino de Deus em termos da presente era: aqui e agora! No versículo 29, Jesus continua este raciocínio com uma pergunta: "como pode alguém entrar na casa de um homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não amarrar o valente? E então roubará a sua casa". O que Jesus está dizendo aqui não lança luz sobre o controverso texto de Apocalipse 20 que fala sobre a prisão de Satanás? Também no que diz respeito à interpretação do Apocalipse 20, temos Efésios 1.20-23 e 2.6, que diz: "... Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita, nas regiões celestiais,
muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja,que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância... Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus".

Voltemos agora para Mateus 12:28-29, note que Jesus estava expulsando demônios. Ele estava saqueando os bens da casa do homem valente. O que é possível porque Jesus, em primeiro lugar, havia tido o cuidado de amarrar o tal valente. Este é um nítido retrato de que o Reino de Deus foi inaugurado por ocasião da Primeira Vinda de Cristo. Jesus disse: “Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo” (João 12:31).

Satanás está amarrado no sentido de não poder mais continuar enganando as nações como fazia até o nascimento do Cristo (Ap 20). “A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram” (Jo 1.5). Ser amarrado, não significa que Satanás não continua a exercer certo poder e influência neste mundo. Mas significa que ele foi ferido mortalmente pelo nascimento, vida, morte e ressurreição do legítimo Rei deste mundo, o Senhor Jesus, que se manifestou neste mundo para destruir as obras do diabo (1 Jo 3.8), de modo que as portas do inferno não tem poder para impedir o sucesso da missão da Igreja de resgatar vidas, fazendo discípulos de todas as nações, promovendo a justiça e o bem como sal da terra e luz do mundo.

Há diferença entre batalha decisiva e batalha final como se viu na história do desfecho da Segunda Guerra Mundial, cuja batalha decisiva tornou-se conhecida como o "Dia D". Depois daquele dia, embora os exércitos inimigos continuassem a insistir na luta, nada mais poderiam fazer para evitar a derrota final, por terem sido feridos mortalmente.

Para o Apóstolo Paulo, a Batalha Decisiva de Cristo contra Satanás e todas as forças do mal foi travada na Cruz: "e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz" (Co 2.15). Esta foi a batalha mais importante de todas, pois é ela que garante o sucesso da Batalha Final do Armagedom que acontecerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, quando o Homem da Iniquidade será destruído com um sopro apenas da boca do Rei Jesus (2 Ts 2) e quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é Senhor! A Primeira Vinda trouxe a presença do Reino e a Segunda Vinda trará a plenitude dele.

Satanás está preso no sentido de que ele não tem poder e nem liberdade de ação a ponto de bloquear o progresso da missão da igreja. Jesus disse: "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18). Satanás continua fazendo grande oposição ao reino de Jesus, mas seu poder está agora restrito ao ponto de que as portas do inferno não prevalecerão contra a missão da Igreja. Além disso, Jesus disse que o Evangelho do reino, necessariamente, teria de ser pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações antes do fim (Mateus 24.14). E o Livro de Apocalipse revela que nos céus haverá uma multidão incontável de salvos provenientes de todos os povos, línguas e nações (Ap 6 e 7). Isso significa que a igreja será bem sucedida em sua Grande Missão.

E em outro texto, os discípulos compartilhavam com Jesus da alegria de terem sido capazes de subjugar os demônios. "E Jesus disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada vos fará dano algum (Lc 10.18,19).

Mas alguém pode alegar que não consegue enxergar que Satanás esteja de fato amarrado e nem que Jesus esteja reinando. O autor de Hebreus trata desta questão em Hebreus 2:7,8, onde, por um lado, ele reconhece que todas as coisas já estão debaixo dos pés de Jesus, mas, em segundo lugar, ele confessa que ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas. Esta aparente contradição tem a ver com o que foi dito acima sobre a tensão natural que existe entre a batalha decisiva e a batalha final, entre o já e o ainda não.

Cristo já triunfou na cruz (Colossenses 2:15), mas a batalha final ainda está por vir, quando a morte, o último inimigo, será colocada sob os pés do Senhor (1 Coríntios 15. 25-26). Até lá, temos de lutar o bom combate (2 Timóteo 4:7).

Paulo, em 1 Coríntios 15. 25-26 e 54-55, partilha do mesmo ponto de vista de Jesus sobre a manifestação paulatina do Reino de Deus durante o período que vai da Primeira até a Segunda Vinda de Cristo. Neste texto, não há como evitar a conclusão de que este período em que Jesus "deve reinar até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés" seja entendida em termos da presente época, antes da Segunda Vinda de Jesus, porque é apenas na Sua Segunda Vinda que a morte, o último inimigo, será destruída. Observe que a Segunda Vinda de Jesus marca o ápice e não o início do Reino de Jesus neste mundo.

Paulo diz que os crentes já foram transladados para o Reino de Cristo: "Porque ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13). E, não devemos esquecer também de que a declaração mais primitiva e fundamental da fé cristã é "Jesus é o Senhor". É Senhor já no presente e não o será apenas no futuro. Isto tem muitas implicações, tanto sociais como também políticas. Assim, muitos cristãos morreram por causa desta "mera" confissão. Pois significa mais do que dizer que Jesus é o Senhor da minha vida, significando também que Ele é o Senhor de todo o mundo. É por isso que ele é chamado de o Rei dos reis!

O que buscamos quando fazemos a oração que Jesus nos ensinou: "Venha o teu reino. Sua vontade seja feita na terra como no céu"? Algo para o aqui e agora nesta época ou algo apenas para o futuro, para depois da Segunda Vinda de Cristo? O que significa buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça (Mt 6.33)? O que um cristão deve fazer com a fome e sede de justiça que devem caracterizar um filho de Deus (Mt 5.6)? As bem-aventuranças são para agora ou apenas para uma era futura?

John Wesley era otimista quanto à suficiência do poder da graça de Jesus não só para nos perdoar os nossos pecados, mas também para nos purificar de toda injustiça e para transformar as pessoas em novas criaturas, capacitando-as a serem imitadoras de Deus como filhos amados.

Mas Wesley não parou por aí, ele também acreditava na competência desta graça de transformar o mundo. Wesley disse: “Dá-me cem homens que nada odeiem senão o pecado, que nada temam senão Deus e que nada busquem senão almas perdidas, e eu transformarei o mundo em chamas”. E o Dr. Howard Snyder em “O Wesley Radical”, declara que" Wesley viu tamanho poder na graça de Deus, que não se pode estabelecer limites ao que o Espírito de Deus pode realizar através da Igreja na era presente. Mas essa ênfase deve ser combinada com as advertência de julgamento e castigo eterno. A confiança precisa ser otimista e também realista. O trigo cresce, mas o joio também. A ciência se desenvolve, mas a iniqüidade também. As portas do inferno não prevalecem contra o avançar da Igreja, mas não quer dizer que estejam inoperantes.

Falando sobre o realismo do ponto de vista pós-milenista de Wesley , vamos olhar mais uma vez o texto da parábola do grão de mostarda. Quando a semente se torna uma árvore, as aves vêm e se aninham nos seus ramos. Note que a parábola do Semeador no mesmo capítulo fala sobre as aves vindas de comer a semente. Os pássaros não parecem representar algo bom, pelo menos neste contexto. As aves, nestas duas parábolas do reino, não pertencem à semente ou à árvore. As aves são motivadas por interesses mesquinhos. Eles querem destruir a semente quando ela é pequena e querem associar-se a ela quando ela transforma-se em uma árvore frondosa para poder tirar partido de sua sombra e frutos. A história da igreja mostra exatamente isso, pois ela foi terrivelmente perseguida no começo quando era apenas um pequeno grupo, mas, quando se tornou grande, os "pássaros" buscaram associar-se a ela. Quanto joio há no meio do trigo.

Jesus continua o seu ensinamento sobre a natureza de seu reino nesta época dizendo que o reino de Deus cresce como uma boa semente, mas o inimigo planta ervas daninhas. Isso aponta para a existência de um conflito entre as forças do bem e do mal, em que o inimigo está tentando obstruir a expansão do Reino de Deus. Esta guerra vai continuar a existir até a última batalha, quando o último inimigo será colocado sob os pés de Jesus (1Co 15.25).

Wesley não ignorou as profecias que falam sobre a grande angústia, a apostasia de muitos cristãos e que descrevem também aumento da maldade nos finais dos templos, mas viu essas profecias combinados no mesmo contexto em que Jesus também diz que a igreja será bem sucedida no cumprimento de sua missão, pois "este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim" (Mateus 24.14). Mas o realismo de Wesley não diminuiu sua motivação nem o seu otimismo que tanto o moveu a ação em favor do Reino de Deus. Ele nunca perdeu seu idealismo com base em sua confiança no poder de Deus para a santificação e transformação pessoal e social. Sua escatologia não permitiu que ele ficasse parado em uma posição de mera contemplação. "Por que vocês estão olhando para o céu?" Perguntou aos anjos aos discípulos em Atos 1.10. A escatologia de Wesley não era especulativa e não se prestava para satisfazer a curiosidade. Wesley não apenas olhava para a frente para contemplar o dia do Senhor, mas ele também trabalhou muito para acelerar a chegada deste grande dia, seguindo a recomendação do Apóstolo Pedro em sua segunda carta que nos exorta a aguardar e a apressar a Segunda Vinda de Cristo (2 Pedro 3). Wesley sabia que a segunda vinda de Jesus estava ligada ao cumprimento da missão da igreja. "O Senhor não retarda a sua promessa, como alguns a julgam demorada. Ele é paciente com você, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento " (2 Pe 3).

Wesley viu que o Novo Testamento combina o evangelismo e as dimensões profética do Evangelho em um mesmo pacote. Não houve separação entre salvação pessoal e engajamento social. Wesley concordava com Paulo em que a fé que salva é a fé que se manifesta através do amor (Gálatas 5.6).
Nós somos enviados em missão a este mundo como o Pai que enviou Jesus (João 20:21). "O Filho de Deus se manifestou para destruir as obras do diabo" (1 João 3:8). E nós sabemos "como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder: que andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com ele" (Atos 10:38). Jesus não estava apenas preocupado com as almas, mas ele também mostrou preocupação significativa com a pessoa como um todo. Seu ministério de compaixão não foi usado como uma isca para pescar almas, pois uma boa parte daqueles que foram curados por Jesus acabou por não segui-lo. Alguns deles nem sequer voltaram a ele para agradecer. Isso mostra que o ministério de compaixão tem valor em si mesmo, porque ele pertence à natureza real do Reino de Deus que é amor! E é da natureza deste amor fazer o bem! Jesus não pode negar a si mesmo. Tão pouco nós que somos seus seguidores.

Wesley era um homem de convicção. Para ele, a teologia e a prática eram realmente um! Como o Dr. McKenna disse em seu livro "Que tempo para ser um Wesleyano!: "Como conseqüência lógica da doutrina arminiana da expiação ilimitada, Wesley pregou os direitos naturais e sociais de todos os homens". Assim, Wesley se atreveu a acreditar que o mundo poderia ser melhorado pela graça de Deus. Imagine quanta fé e coragem foram necessário para Wesley decidir trabalhar para acabar com um mal milenar tão terrível como era a escravidão. Utopia? A última carta que John Wesley escreveu foi para William Wilberforce, um discípulo de Wesley que era um membro do Parlamento inglês. A carta manifestava a sua oposição à escravidão e incentivava Wilberforce perseverar firme em sua luta contra a escavidão. O Parlamento finalmente proibiu a participação da Inglaterra no comércio de escravos em 1807. O status quo não tem a última palavra! As trevas não podem contra a luz de Cristo (Jo 1.5) Há esperança para o mundo, pois Jesus amou o mundo de tal maneira (Jo 3.16)!

Quem sabe o que poderia ter acontecido se a Igreja Metodista não tivesse entrado declínio espiritual algumas décadas após a morte de Wesley? Talvez, o contexto tivesse sido outro a ponto de desencorajar Karl Marx a dizer: "A religião é o ópio do povo". Quem pode dizer quantas guerras, quanto o racismo e quantas injustiças sociais poderiam ter sido evitadas se a igreja sempre fosse fiel às exigências do Evangelho?

Estamos vivendo em um mundo materialista. Satanás é o Senhor do materialismo. Paulo disse: "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todo mal" (1 Timóteo 6:10). Somos constantemente bombardeados pela mídia que nos incita a nos conformarmos com um modo de vida onde os homens trabalham para ganhar, ganham para comprar, e compram para provar seu valor. Preocupações sobre a ascensão social, com o consumo, com o bem estar existencial têm restringido um profundo compromisso das pessoas com a vontade de Deus. A Bíblia diz: "Não ameis o mundo" (1 Jo 2.15). E "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente"(Romanos 12.2). "Não ajunteis para vós tesouros na terra ... Ninguém pode servir a dois senhores" (Mateus 6.19,24). A teologia da prosperidade é apenas uma manifestação extrema desse grande problema da falta de visão do Reino de Deus entre os evangélicos. Parece que perdemos a mentalidade peregrina.

E a resposta para esse problema está em um verdadeiro reavivamento que encha os nossos corações com amor e nos mova a um estilo de vida simples a fim de dar mais e mais para os pobres e para a missão da igreja. Um avivamento que nos faça buscar o seu reino e a justiça de Deus em primeiro lugar. Como uma pequena semente, este reavivamento pode começar com uma pessoa ou com um pequeno grupo de discípulos dispostos a obedecer a todos os mandamentos do Senhor.

Para Wesley a generosidade é a prova final da vida cheia do Espírito. Pois a graça recebida deve se transformar espontaneamente em graça repartida, se não, corre o risco de ser cancelada pelo Rei (Mateus 18.25-34). Contra a corrupção social muito grande da Inglaterra, Wesley viveu o fruto do Espírito. Embora tenha se tornado um dos homens mais ricos da Inglaterra, viveu anualmente com apenas 28 Libras até sua morte, entregando o restante para os pobres.

A terrível pobreza que campeia este mundo coloca uma interrogação sobre o estilo de vida de muitos cristãos. Temos que seguir o exemplo de Jesus, dos apóstolos, de Wesley e Asbury, entre outros. O estilo de vida simples e a prática da caridade como bons despenseiros da multiforme graça de Deus é o que pode impactar o mundo. Note que o sinal da salvação de Zaqueu foi que ele, espontaneamente, decidiu partilhar o seu dinheiro (Lc 19). Em contrapartida, a ambição pelo dinheiro foi o sinal da condenação do Jovem Rico (Mc 10). O sinal mais contundente de Pentecostes foi que a multidão dos discípulos mostrava amor e cuidado uns para com os outro. "Eles tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, de modo que não haviam necessitados entre eles " (At 2). Seria o Evangelho, boa notícia para os pobres apenas em termos da promessa de vida eterna no céu? Não estavam os pobres da igreja primitiva experimentando também os primeiros frutos da justiça do Reino? Lembre-se que o ano do Jubileu era uma boa notícia para os pobres (Lv 25); Somente o Senhor Jesus, através do Seu Espírito derramado sobre a Igreja, foi capaz de cumprir o ano do Jubileu (At 2). Mas, seria isto impossível hoje em dia? "O que é impossível para o homem, é possível para Deus!" (Mc 10.27).

Portanto, precisamos de um reavivamento! Reavivamento é a redescoberta de valores e princípios originais. Temos de olhar para trás para ver se existem alguns valores que foram esquecidos.

Além de tudo o que foi dito aqui, eu gostaria de chamar a atenção para a importância de pequenos grupos no desenvolvimento do caráter cristão de santificação e de outros valores do reino de Deus, que devem ser cultivados na comunidade de convertidos que desejam seguir os passos de Cristo. O homem é um ser social. Um influencia o outro, principalmente pelo exemplo. O poder da cultura costumava ser maior do que o poder de nossas convicções pessoais. Se queremos mudar as pessoas e a sociedade, temos de desenvolver pequenos grupos, onde se possa provar a bondade da palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro. Mas, de um modo em geral, o Metodismo foi perdendo essa visão que era tão vital para Wesley. Nós negligenciamos nosso precioso legado. Hoje, para nossa vergonha, outras igrejas cristãs estão redescobrindo a importância dos pequenos grupos. Pequenos grupos nos ajudam a lembrar que o reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda! O poder do progresso e do impacto destes microcosmos é impressionante! Esta é a estratégia do Reino!

Um reavivamento produz crescimento. A informalidade e o dinamismo espiritual do movimento Wesleyano levou a igreja Metodista a crescer de 15.000 membros em 1780 para 1.360.000 membros em 1850, tornando-se a maior denominação em solo americano, seguidos pelos batistas, com 800.000, e pelos presbiterianos, 460.000, e anglicanos, com 200.000.

Precisamos voltar às nossas raízes, nós precisamos de um reavivamento ao estilo Wesleyano para experimentar o que eles experimentaram e produzir frutos semelhantes aos que produziram. Mas avivamentos não são mais que costumavam ser. Eles foram transformados em campanhas evangelísticas e em cultos carregados de puro emocionalismo, onde reina o egocentrismo, o individualismo e o estrelismo. Avivamentos fracos em conteúdo bíblico, capengas em termos de profundidade profética, escondendo o preço do discipulado, numa tentativa de agradar o cliente. Dizem o que as pessoas querem ouvir e não aquilo que elas precisam escutar. Pouco ou nada falam sobre a gravidade do pecado e a necessidade de arrependimento e de santificação. Avivamentos inócuos no sentido de conduzir o indivíduo a negar a si mesmo a fim de colocar-se inteiramente sob o senhorio de Jesus Cristo. Convidam as pessoas a mera decisão de "aceitar a Cristo". E, para entornar o caldo, propõem isto como um meio de se obter uma vida boa e próspera, apelando para a sedução das riquezas, da fama e do poder. Ignoram a mensagem da cruz. Para estes a cruz é algo que pertence exclusivamente a Cristo e não tem nada a ver com o cristão. O Deus destes é o Deus da "graça barata", o Deus que sempre dá, sem jamais requerer nada. Um Deus criado a imagem e semelhança daqueles que são incapazes de negarem-se a si mesmos. Estão enfatizando a fé em detrimento do amor. Estão querendo fazer de Deus uma espécie de gênio da lâmpada de Aladim, um meio para obtenção de suas ambições egoístas. Estão pregando um outro evangelho que mantém os homens escravizados ao deus deste século e conformados com os valores deste mundo.

Precisamos de um avivamento do tipo wesleyano, que nos leve a uma missão integral e que nos impulsione a viver e pregar os ensinamentos de nosso Senhor. Um reavivamento que nos impeça de nos preocuparmos apenas com a salvação das almas e de ignorarmos as necessidades físicas das pessoas. Precisamos de um avivamento que não só promova a reconciliação entre o homem e Deus, mas também entre o homem e o seu próximo. Um reavivamento que promova o arrependimento, não o alívio emocional e psicológico de uma consciência culpada, mas a aceitação da cruz como uma verdadeira morte para este mundo com o propósito de viver para Deus. Se Jesus é o Senhor, então as pessoas devem ser confrontadas com a sua autoridade sobre a totalidade da vida.

Quando eu leio sobre o que Deus fez nos tempos de Wesley, sou tomado por uma sensação de fracasso. Não por ignorar os frutos ministeriais até o presente, mas por perceber que o Senhor poder e quer realizar muito mais que isto. Mas "eu ainda tenho um sonho!" Porque nós temos esse maravilhoso legado, me atrevo a sonhar em tomar parte em um grande avivamento, o maior em toda a história da igreja, o derradeiro antes do Grande Dia do Senhor. Um avivamento à moda antiga que venha impactar este mundo com o poder do santo Evangelho de Jesus!

A experiência de Wesley nos ensina que avivamento é precedido de um sentimento de frustração, fracasso e tristeza, daquele tipo, segundo Deus, que nos leva ao arrependimento. Wesley teve tristeza por causa do seu estado espiritual, por causa também da situação de carnalidade da igreja anglicana, por causa do estado de degradação moral e de injustiça de seu país e do mundo. Aqui no Brasil temos vitórias para celebrar, o que pode nos atrapalhar na busca de um genuíno avivamento. Uma bênção pode ser tornar em maldição quando nos leva a acomodação. Avivamento não se fabrica, não é produto de marketing e nem de planejamento estratégico. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2 Cr 7:14)

A solução passa pela pregação de todo o conselho de Deus de maneira convicta, acompanhada da encarnação e vivência da mensagem que se prega. Tal pregação acompanhada de exemplo pode levar os homens a sentirem aquela tristeza segundo Deus que os leva ao genuíno arrependimento. Serve como uma voz profética em meio ao deserto que prepara o caminho do Senhor.

Que tal se Wesley estivesse vivo nos dias de hoje! Talvez alguém sugira a possibilidade de fazermos um clone dele. Mas não seria uma boa ideia fazer um clone de Wesley. Além das implicações éticas da clonagem, sabemos que o segredo da vida de Wesley não estava em seus genes e nem mesmo em sua excelente educação familiar e formação acadêmica. Precisamos lembrar que, com tudo isto, Wesley falhou em sua primeira missão para a América. O segredo de seu fecundo ministério foi a experiência espiritual que mudou a sua vida e o mundo ao seu redor. O Deus que se moveu notavelmente no passado ainda está no seu trono. "Senhor, ouvi falar da tua fama; temo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo..." (Habacuque 3.2). Ó Senhor, reaviva a tua obra em nossos dias! "Realiza de novo, Senhor!"

Por Bispo Ildo

QUATRO HOMENS, UM DESTINO - HERNANDES DIAS LOPES PDF

No livro Quatro homens, um destino, o pastor Hernandes Dias Lopes apresenta a história de quatro homens que tiveram um destino traçado por Deus e que ainda hoje são exemplos para aqueles que querem andar com Deus e buscam uma intimidade maior com Jesus.
Os homens que o pastor Hernandes Dias Lopes apresenta são:
Abraão pai da fé que influencia todos aqueles que creem,
pois obedeceu a Deus e andou pela fé. Isaque filho da promessa que Deus fez a Abraão, homem manso a quem Deus fez prosperar. Jacó, um homem escolhido por Deus que foi chamado Israel e assim teve sua vida transformada por Deus, sua agenda foi comandada pelo céu. José, filho de Jacó, teve problemas com seus irmãos, era um jovem piedoso e comprometido com Deus, foi o maior líder de seu tempo.
Leia o livro Quatro homens, um destino de Hernandes Dias Lopes com o coração, pois o mesmo Deus que fez com que esses homens triunfassem é Aquele que pode nos tomar pela mão e nos guiar pelo caminho eterno.

Ensine a cosmovisão bíblica aos filhos

“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” (Dt.6.5-7)

Toda pessoa tem uma cosmovisão, mesmo que não saiba disso. A cosmovisão de uma pessoa é construída a partir de diversas influências que ela recebe, quer sejam diretas quer sejam indiretas. Familiares, amigos, livros, professores, pessoas famosas, partidos políticos, mídias etc. são instrumentos para a formação da cosmovisão de uma pessoa. Você sabe qual cosmovisão seus filhos estão construindo ao longo dos anos? Você já prestou atenção em sua contribuição para a construção da cosmovisão de seus filhos?

A construção da cosmovisão de seus filhos se dará por meio tanto do ensino verbal quando demonstrativo e será fixado no coração deles por meio da constância. Por isso, mídias investem tanto em descontruir a cultura cristã por meio de uma insistente programação anticristã. Para vencer a cosmovisão pagã desse mundo que jaz no maligno, os pais precisam não apenas rejeitar os ensinamentos do mundo ou desligar a televisão, mas ensinar uma cosmovisão bíblica para os filhos. Isso exigirá consciência do papel dos pais, conhecimento da Palavra de Deus e perseverança no cumprimento da missão.

Fazendo isso, os pais darão aos filhos uma visão de mundo que se assemelha à forma como Deus vê o mundo. Ou seja, os filhos verão o mundo por meio da Palavra de Deus e se tornarão capazes de compreender tanto a si mesmos quanto ao mundo que está ao redor. Com uma cosmovisão bíblica, crianças, adolescentes, jovens e adultos poderão construir uma sociedade piedosa e crítica, íntegra e justa, em que a Verdade é o fundamento balizador para todas as coisas. Essa construção começa com a família, núcleo base da sociedade, e é transmitida de uma geração para a outra por meio de uma educação bíblica de pais para filhos.

Desejamos tratar sobre dez temas que devem ser praticados e ensinados pelos pais na educação de seus filhos, a fim de construir neles uma cosmovisão bíblica: 1) Apontando para Cristo; 2) Sendo exemplo em tudo; 3) Ensinando a andar com Deus; 4) Sendo forte na fraqueza; 5) Aprendendo a discernir entre o bem e o mal; 6) Ensinando os filhos a amarem a igreja; 7) Ensinando os filhos a serem missionários; 8) O valor do dízimo para o cristão; 9) Trabalhando para a glória de Deus; 10) Aprendendo a viver em família. O fundamento desses dez temas é o fato de que somos criaturas do Criador, nosso Deus, e pertencemos a Cristo, Herdeiro de toda a criação e Salvador de todo aquele que crê. Esse é um pressuposto fundamental que deve ser ensinado para os filhos. Não viemos do acaso, não somos obra de uma evolução “fortuita” de um universo divino. A Escritura nos diz que “somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2.10).

Além de sermos criaturas de Deus, também somos pecadores. Essa verdade precisa fazer parte da cosmovisão do ser humano, pois está presente em tudo o que o homem é e faz. Cada pensamento e sentimento tem uma relação com a natureza pecaminosa que a tudo contaminou. As relações sociais são afetadas pelo pecado do homem que se indispõe a perdoar ao mesmo tempo em que não reconhece seus próprios erros. Egoísmo, orgulho, maldade, mentira, inveja, maledicência, engano, intrigas etc. são pecados que atrapalham os relacionamentos. Portanto, é preciso conhecer a si mesmo, a fim de reconhecer a necessidade de lutar contra aquilo que está prejudicando as relações sociais do ser humano, desde a mais tenra idade.

A partir da compreensão de quem somos, os pais poderão ensinar aos filhos o propósito para o qual existimos. Juntos, causa e propósito, definirão a forma como devemos viver. A compreensão de quem é o ser humano, sua causa e propósito, conduzirá os filhos à necessidade de um relacionamento inevitável com Deus. Inevitável porque não há pessoa que não se relacione com Deus, quer com amor quer com desprezo, pois todos estão diante de Deus inevitavelmente. Os filhos precisam refletir sobre essa realidade inevitável, a fim de que façam escolhas conscientes e, pela graça de Deus, possam desejar ter um relacionamento pacífico e amável com o Deus Criador.

Eis um resumo dos dez pontos a serem tratados posteriormente:

1 – Apontando para Cristo

Tudo que Deus criou foi dado para Jesus. Toda a Escritura aponta para a glória de Jesus. Não deveríamos mostrar isso para nossas crianças? Os filhos precisam aprender a ver a beleza da glória de Cristo tanto nas Escrituras quanto em toda a criação e história humana. Comer é algo tão comum ao dia a dia que dificilmente paramos para pensar na bênção de poder sentir o gosto das coisas; conviver com a criação ao redor, mesmo nas cidades grandes, tornou-se algo tão “normal” que não refletimos na grandeza de quem a criou. Os pais precisam ensinar os filhos a viverem a vida como criação divina, mostrando que tudo nos conduz à glória daquele por meio do qual tudo fora criado: Jesus.

2 – Sendo exemplo em tudo

A melhor forma de ensinar ao aprendiz é mostrando como se faz. Os filhos precisam ouvir a Palavra de Deus, mas, também, necessitam ver o exemplo dos pais. Perdão, leitura da Bíblia, oração, comunhão com a igreja, adoração, relacionamento familiar, relação trabalhista, modo de lidar com o dinheiro etc. fazem parte da vida e precisam ser ensinados aos filhos por meio de um modelo que primariamente se espera encontrar nos pais. A importância do exemplo, no impacto que causa na vida dos filhos, deve chamar a atenção dos pais para o cuidado necessário que precisam ter com o próprio comportamento, antes mesmo de cuidarem da vida de seus filhos, pois nossas atitudes falam mais alto do que nossas palavras.

3 – Ensinando a andar com Deus

Ser cristão não é participar de programações de uma igreja local, apenas. Ser cristão é ter a nova vida que o Espírito Santo dá, ser justificado por Cristo e andar com Deus no dia a dia. As crianças precisam aprender a andar com Deus, a fim de não viverem um cristianismo reduzido a um prédio ou a tradições, tantas vezes praticadas sem qualquer compreensão. Os filhos precisam andar com Deus em casa, na escola, na rua e em qualquer lugar onde estiverem. Eles devem ter prazer em andar com Deus em todo tempo. Essa caminhada com Deus, definirá as escolhas que farão e a forma como verão o mundo. O modo como nossos filhos se relacionarão com Deus será fundamental para o amadurecimento e fortalecimento deles diante de um mundo de problemas e tentações. Portanto, o futuro dos filhos não depende do tempo que viveram na casa dos pais, mas do modo como eles se relacionaram com Deus.

4 – Sendo forte na fraqueza

A força do cristão está em reconhecer sua fraqueza e sua dependência de Deus, confiando nas promessas do Senhor, mesmo quando nada contribui para isso. Os filhos precisam aprender a depender de Deus e descansar em Deus em toda e qualquer situação, para que tenham paz no coração e um bom estado emocional quando tiverem problemas para resolverem. A ansiedade tem tomado conta de boa parte das pessoas, criando uma sociedade ansiosa que vive de aparências. Por isso, cônjuges brigam quando tem problemas financeiros e pais se mostram incapazes de pedir perdão quando cometem erros. Os filhos precisam aprender que a força do homem se encontra naquele que o criou: Deus. Ao aprender a descansar em Deus, os filhos repousarão o coração nas promessas do Senhor e desenvolverão uma mente equilibrada, pronta para lidar com as adversidades da vida.

5 – Aprendendo a discernir entre o bem e o mal

Um dos desafios dos pais é preparar os filhos para viverem nesse mundo que “jaz no maligno” (1Jo.5.19). Para isso, os filhos precisarão estar bem firmados em Cristo e saber discernir entre o bem e o mal. Contos de fadas alimentam ilusões que podem prejudicar a visão de mundo das crianças, afinal não há príncipes e princesas perfeitos, mas pecadores cheios de defeitos que podem ser tratados. Constantemente, os filhos são assediados pelo mundo quer amigos da escola quer pessoas do trabalho. Portanto, é preciso ajuda-los a serem críticos, a fim de que analisem tudo e saibam discernir o que realmente é bom. Assim, poderão rejeitar o que é mau, mesmo longe dos pais. Ou seja, melhor do que vigiar os filhos 24 horas é ensiná-los a discernir entre o certo e o errado, de modo a capacitá-los a escolher o que é bom pelas corretas razões.

6 – Ensinando os filhos a amarem a igreja

A legítima conversão nos coloca no corpo de Cristo e o batismo é o sinal que nos identifica como participantes da igreja visível. Essa igreja é amada por Cristo que deu a vida por ela. Portanto, é muito importante que os cristãos aprendam a amar a igreja de Jesus. Mas, como amar a igreja de Jesus? É preciso saber como amar a igreja de Cristo, abençoando-a para seu bem-estar, pois Deus se agrada com isso. Filhos que aprenderam a amar a igreja quando pequenos, continuarão amando a igreja quando crescerem. Mas, de que modo aprender a amar a igreja contribuirá na construção da cosmovisão dos filhos? O mundo está dividido em apenas duas partes: cristãos e não-cristãos, ou seja, entre a igreja e os pagãos (2Co.6.14-18). Não é em vão que o mundo odeia o cristão nem foi sem razão que os mártires morreram por Cristo. Uma guerra está travada entre o inferno e o Reino de Deus, entre os filhos das trevas e o povo do Senhor. Desse modo, aprender a amar a igreja ajudará os filhos a saberem lutar por ela contra o paganismo do mundo maligno.

7 – Ensinando os filhos a serem missionários

É bonito ouvir notícias de missionários que deixaram tudo para trás, a fim de pregarem o evangelho em lugares longínquos. Todavia, fazer missões não é uma ordenança apenas para alguns ou somente para adultos. Nossos filhos precisam aprender sobre a missão de propagar o evangelho no dia a dia para um mundo perdido e sem esperança. Nossos filhos têm contato com pessoas carentes de Cristo, mas tantas vezes não se dão conta de que seus amiguinhos irão para o inferno por não crerem no Salvador Jesus. Além disso, os pais precisam ter alegria em preparar os filhos para serem missionários. Não é incomum que pais prefiram que o filho seja um médico ou um engenheiro ou um juiz ou mesmo um empresário do que um missionário ou pastor. Isso mostra que os pais não conseguem discernir o que é melhor, pois o amor ao dinheiro cegou o entendimento deles. Portanto, pais e filhos precisam aprender sobre a ordenança e beleza de ser missionário. Para isso, não é preciso que um missionário venha falar de missões para seus filhos, pois os pais devem ser os primeiros estimuladores dessa belíssima obra.

8 – O valor do dízimo para o cristão

Nossa sociedade é autossuficiente e avarenta. As pessoas só buscam o Criador quando não conseguem resolver seus problemas sozinhas e mostram muito mais amor ao dinheiro do que ao Senhor de toda a terra. Nossos filhos precisam aprender que tudo o que precisamos está em Deus e que dEle vem todas as coisas boas, razão para devolvermos o dízimo de tudo o que temos. Dizimar é mostrar reconhecimento da origem de nossos bens; é mostrar gratidão para com Deus; é estar livre da escravidão do pecado da avareza; é demonstrar prazer na obra do Senhor; é saber o que fazer com o dinheiro. Portanto, não há idade para ensinar um filho a dizimar, mostrando todas as implicações práticas desse bom ensino bíblico presente antes da Lei (Gn.14.20; 28.22), durante o regime da Lei (Lv.27.32; Ml.3.8; Mt.23.23) e depois da Lei, como valor muito superior aos dez por cento na dedicação de cada cristão (At.2.45; At.4.34; 2Co.9.6-7; Fp.4.10-20). O ensino sobre dízimo, portanto, tem uma ampla relação com a relacionamento entre o cristão e Deus e entre o cristão e o próximo, pois trata acerca da mordomia cristã de tudo o que Deus tem dado ao homem.

9 – Trabalhando para a glória de Deus

O trabalho tem sido alvo de pensamentos controversos. Enquanto para alguns é um meio para enriquecer para outros é um castigo de Deus, razão para evitarem o trabalho. Essa mentalidade é construída no coração das pessoas ao longo de anos, desde a infância. Por isso, há tantos problemas relacionados ao universo do trabalho: péssimo serviço, maltrato de chefes, desonestidades, exploração, excesso de trabalho etc. Todavia, Deus abençoou o homem com o trabalho, pelo qual pode servir tanto a Deus quanto ao próximo e, ainda, construir criativamente um mundo mais confortável e uma sociedade mais organizada. Para mudarmos a cultura do trabalho, precisamos ensinar para nossos filhos qual o propósito original de Deus ao dar o trabalho ao homem. Os filhos precisam aprender que o trabalho é uma bênção e que seu propósito não é enriquecer. Desse modo, será possível mudar também a forma como os filhos veem os estudos que é o principal trabalho da criança e do adolescente.

10 – Aprendendo a viver em família

A família tem sofrido tanto em nossos dias. As pessoas não sabem mais viver em família. O problema começa no propósito das pessoas em casarem: satisfazerem a si mesmas por meio do outro. Por isso, casamentos acabam com facilidade e os relacionamentos são tão instáveis. As pessoas não querem suportar os defeitos e fraquezas do outro nem fazer a manutenção dos relacionamentos, a fim de preservá-los. Os compromissos não são cumpridos nem mesmo sob assinaturas e testemunhas. Os filhos precisam aprender a conviver com pecadores e honrarem compromissos. É necessário ensinar o valor das alianças e o caráter inquebrável delas, conforme Deus faz aliança com seu povo. Esse aprendizado deve começar em casa na relação com os pais e irmãos, bem como se estender para os relacionamentos com as demais pessoas do mundo ao redor. Filhos que sabem o valor da família não a trocarão por nada.

O Reino de Deus e as parábolas

Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?” (Mc.4.30)
Antes de um rei se encontrar com os governantes de uma nação, uma comitiva era enviada para preparar o caminho, averiguando o ambiente e a disposição daqueles que o receberiam, preparando tudo para que o rei fosse bem recebido com toda a dignidade necessária. A chegada de Jesus foi antecedida por uma comitiva, também: anjos anunciaram o nascimento de Jesus (Lc.1.26-38; 2.8-20), profetas falaram acerca do menino (Lc.2.25-38) e um grande profeta surgiu no meio do povo preparando o caminho do Senhor (Is.40.3; Mt.3.1-12). Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando o arrependimento, preparando o povo para seu encontro com o grande Rei Jesus (Mt.3.1-10).
Todavia, os judeus esperavam a manifestação do poder de Deus, salvando Israel de seus inimigos, por meio da vitória política do Messias que reinaria para sempre em Israel, fazendo da nação a glória do mundo. O acesso a este reino se daria por meio da completa obediência à Lei pregada todos os sábados nas sinagogas judaicas. Por isso, os líderes colocavam fardos pesados nas costas do povo, exigindo leis e mais leis como critério para agradar a Deus e alcançar a benevolência do Senhor. Desta forma, um povo vazio de coração, mas cheio de tradições, caminhava perdido sem saber para onde ia.
João Batista foi enviado para preparar o povo para seu encontro com Jesus. A mensagem do profeta consistia em vida coerente com o temor do Senhor, a fim de que as pessoas não vivessem apenas de aparência. Depois que o povo foi preparado por João Batista, tendo sido batizado como sinal de purificação, Jesus apareceu entre os judeus, pregando o arrependimento e a aproximação do Reino de Deus: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus” (Mt.3.2). Agora o Reino estava oficialmente se aproximando e a prova disso era a presença do Filho do Grande Rei que ia à frente para subjugar o império inimigo com Seu poder (Lc.11.20-22), como um grande general do exército de Seu Pai.
Jesus desenvolveu largamente o tema sobre o Reino dos Céus, apresentando as várias características do Reino de Deus e a forma como ele poderia ser alcançado por aqueles que nele desejavam entrar. Contrariando muitas expectativas apocalípticas, extremamente sensacionalistas, correntes entre os judeus da época, Jesus veio sem alarmes nem exército celestial; sem armas ou qualquer declaração de guerra. Ele nasceu entre o povo, viveu entre o povo e não possuiu nenhuma glória aparente. Por esta razão, mesmo vendo os sinais e maravilhas que Jesus realizava, as multidões estavam confusas sem saber, ao certo, quem era Jesus, pois Ele contrariava as expectativas transmitidas pelos estudiosos de diversas seitas judaicas.
O conteúdo da maioria das parábolas contadas por Jesus é o Reino de Deus, anunciado como cumprimento das promessas do Senhor, feitas por todo o Antigo Testamento. Esse Reino é de caráter escatológico e as parábolas apontam para o processo pelo qual se realizaria a sua chegada. Dentre os diversos estilos retóricos disponíveis em sua época, Jesus escolheu as parábolas para falar da presença do Reino de Deus e de sua manifestação escatológica presente-futura. Não há nenhum indício de que Jesus tenha sido helenizado, portanto é certo dizer que Ele fez uso das parábolas como recurso encontrado dentro das Escrituras do Antigo Testamento, lidas todos os sábados nas sinagogas.
Em 2 Samuel 12.1-9, as Escrituras revelam o encontro entre o profeta Natã e Davi quando aquele apontou o pecado que este cometera, contando-lhe uma parábola sobre um homem rico e outro pobre. Davi compreendeu muito bem o sentido da parábola, ao ser apontado como alvo da mesma. E, ao compreendê-la, Davi pode enxergar a gravidade do pecado que havia cometido. Neste caso, a parábola de Natã cumpriu dois propósitos: 1) Primeiramente, a parábola ocultou a Verdade dos olhos de Davi. Por esta razão, Natã pode exortar Davi sem que este percebesse, pois apesar de simples, a parábola não fazia direta referência ao que ele havia feito; 2) Em segundo lugar, a parábola aproximou o insensível coração de Davi da mensagem que o profeta Natã tinha para ele. Após revelar a chave de interpretação da parábola, a mensagem veiculada pela parábola se tornou clara, abrindo os olhos de Davi para o problema em questão. De forma semelhante, Jesus contou parábolas que cumpriam duplo papel, pois ocultavam a Verdade das multidões enquanto revelavam o caráter do Reino de Deus para aqueles que recebiam a chave hermenêutica das parábolas.
Assim, Jesus cumpriu o que foi dito pelos profetas: “Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.” (Sl.78.2). Seu propósito, na escolha deste estilo literário, não ficou oculto dos discípulos: “Respondeu-lhes Jesus: A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam” (Lc.8.10; Mt.13.34-35). O objetivo de Jesus era tornar a mensagem obscura para as multidões enquanto Ele a revelava para os seus discípulos. Todavia, nem todas as parábolas eram difíceis de serem entendidas, pois Jesus também as utilizou com o propósito de transmitir uma mensagem clara para os líderes do povo, o que comumente era feito para revelar os pecados deles (Mc.12.12). Sendo assim, a parábola era um estilo literário adequado para cumprir os dois objetivos de Jesus: revelar e ocultar. Quando Jesus queria tornar o ensino obscuro, então Ele contava narrativas que eram de difícil reconhecimento das similaridades. Quando Jesus queria ser compreendido por meio da parábola, tornando clara sua mensagem, então Ele contava uma narrativa de fácil compreensão e reconhecimento das similaridades, desafiando seu público a que buscasse fazer a vontade de Deus no dia a dia, nas coisas elementares da vida cotidiana.
Mateus é o principal propagador das parábolas de Jesus. Conforme alguns estudiosos, seu evangelho está estruturado em cinco blocos, com ações e discursos de Jesus sobre o Reino, que são encerrados com a expressão: “quando Jesus acabou de proferir estas palavras” (Mt.7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1). Em cada um desses blocos, Jesus apresenta um ensino sobre o Reino dos céus, fazendo extenso uso das parábolas. Nas parábolas, Jesus fala da natureza, progresso, características, valor e lutas do Reino de Deus. Ainda que possam ser fictícias, as parábolas são criadas a partir da vida diária do povo, se constituindo numa simples e bem objetiva narrativa que veicula uma mensagem central. Os detalhes nem sempre têm alguma relevância para seu entendimento, pois o foco está no propósito central. O contexto histórico das parábolas de Jesus é, naturalmente, o contexto do próprio Jesus e de seu público-alvo. Como as parábolas são dirigidas a um público específico, pode-se dizer que a narrativa de cada uma delas é tirada do contexto de seus ouvintes, judeus da Galiléia e/ou Judéia, do início do primeiro século da era cristã. Desta forma, Jesus aproximou a mensagem do Reino de Deus para o dia a dia da multidão que o escutava, tornando palpável a vida do Reino de Deus, enquanto desafia seus ouvintes a darem alguma resposta prática.
As parábolas nos contam que Deus manifestaria sua graça, mas também seu juízo com a chegada do Reino. Ele salvaria um povo que não o conheceu antes, mas, também, rejeitaria aqueles que tendo conhecimento não o serviram. O Reino de Deus, portanto, mostraria o poder de Deus para vencer o mal e, também, para, graciosamente, salvar os pecadores perdidos. Este Reino é presente e também futuro. É presente, pois ele já estava chegando, atacando o exército inimigo, avançando sobre o império das trevas para tirar dele cada uma das ovelhas do Senhor (Cl.1.13; Lc.11.20). Aqueles que fossem tirados do império das trevas desfrutariam das bem-aventuranças do Reino de Deus, pois o “coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo.16.22). Os discípulos de Jesus desfrutariam da “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm.14.17), presentes no Reino de Deus que estava chegando, e ampliariam seus horizontes, pois o Reino começaria pequeno como um grão de mostarda e cresceria como uma grande árvore (Mt.13.31-33).
Enquanto Jesus não volta, o Reino de Deus estará presente neste mundo pecador, mostrando seu poder sobre as trevas por meio da libertação dos pecadores. Quando todos os escolhidos de forem tirados do império das trevas, ou seja, o último pecador eleito na eternidade se converter, então o Reino de Deus se manifestará com poder julgador, trazendo juízo sobre o império das trevas (Mt.26.29). Após derrotar completamente o império das trevas, o Reino de Deus será o único reino presente no mundo e, então, terá, finalmente, chegado em sua completude. Desta forma, o Reino de Deus anunciado por Jesus tanto estava chegando naqueles dias quanto ainda teria sua presença completa concretizada apenas no futuro. Tudo isso, Jesus revelou aos seus discípulos por meio de parábolas. Para alguns, essas parábolas ocultaram a beleza e glória do Reino de Deus, mas para os que são salvos, as parábolas esclarecem a grandeza e profundidade do Reino dos Céus, trazido por Cristo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ADRIANO FILHO, José. Mudanças de paradigma e interpretação das parábolas evangélicas. Portal da Universidade Metodista de São Paulo: Revista Estudos de Religião, v. 26, n. 42, 2012, p.52-64. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/issue/view/233. Acesso em 05 de agosto de 2014.
GUIMARÃES, Laércio Rios; BASTOS, Neusa Maria O. B. Revelação e Ocultamento nas Parábolas do Reino em Mateus Capítulo 13. Universidade Estadual Paulista: Anais do X SEL – Seminário de Estudos Literários, 2010. Disponível em: http://sgcd.assis.unesp.br/Home/PosGraduacao/Letras/SEL/anais_2010/laerciorios.pdf. Acesso em 05 de agosto de 2014.
JEREMIAS, Joachim. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2008, p.69-79.
LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001, p.43-126.
NUNES, Leonardo Godinho. A Parábola do Semeador no Evangelho de Mateus. Centro de Pesquisa de literatura Bíblica: Revista Hermenêutica, vol.7, 2007, p.57-84.
SALGADO, Samuel de Freitas. A inclusão da ovelha perdida - Exegese de Lucas 15. 4-7. Faculdade de Teologia IV Centenário: Âncora revista digital de estudos em religião, vol. 4, 2008. Disponível em: http://www.revistaancora.com.br/revista_4/01.pdf. Acesso em 05 de agosto de 2014.
SANOKI, Koichi. Parábola: Um gênero literário. Faculdade de Teologia da PUC-SP: Revista Eletrônica Espaço Teológico, vol. 7, nº 12, 2013, p.102-112. Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/reveleteo/article/view/17365/12893. Acesso em 05 de agosto de 2014.

A Responsabilidade dos Batistas Reformados com os Seus Filhos

Desejo que este pequeno artigo tenha um propósito duplo. O primeiro é encorajar pais crentes a cumprirem os deveres dados a nós pela Palavra de Deus para que instruamos os nossos filhos nos caminhos do Senhor pregando o Evangelho a eles desde a sua mais tenra idade — eles também precisam ser salvos. O segundo é responder à pergunta: Por que como Batistas Reformados não batizamos os nossos filhos? E eu pedi ao Senhor que me ajudasse a fazer isso de maneira mansa, humilde e bíblica.

Sem dúvida, para qualquer pai cristão, a salvação dos seus filhos e filhas é de suma importância. Tal é a importância espiritual para nós, que nossas fracas orações são acompanhadas por muitas lágrimas ao Senhor, para que Ele lhes conceda a salvação e os torne parte de Sua família celestial e eterna. Fazemos isso porque entendemos que a salvação é do Senhor (Jonas 2:9).

A humanidade está dividida em dois grupos: Sob qual desses nascem os nossos filhos?

Primeiro, precisamos estabelecer quais são esses dois grupos. Para esse fim, gostaria que fôssemos às Escrituras:

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).

Esse versículo nos fala sobre Adão, a sua Queda e os efeitos universais dela. Eu quero citar o comentário do Puritano e Presbiteriano Matthew Henry para explicar esse versículo e as suas implicações para toda a humanidade:

Adão peca, a sua natureza se torna culpada e corrupta e assim acontece com os seus filhos. Assim, todos nós pecamos nele. A morte existe por causa do pecado, porque a morte é o salário do pecado. Desse modo veio toda aquela miséria que é o destino devido ao pecado: a morte temporária, espiritual e eterna. Se Adão não tivesse pecado, ele não teria morrido, mas a sentença de morte foi pronunciada como a um criminoso; passou para todos os homens como uma doença infecciosa da qual ninguém escapa. Como prova de nossa união com Adão e de nossa parte naquela primeira transgressão, observa-se que o pecado prevaleceu no mundo por muito tempo antes que a lei de Moisés fosse dada.

Esse comentário é muito valioso, porque nos ensina que 1) todos os seres humanos pecam com Adão; 2) por esse pecado a morte eterna (espiritual) adentra na humanidade, da qual ninguém escapa (ou seja, atinge a todos); e 3) estamos unidos com Adão e participamos do seu pecado.

Agora devemos nos perguntar: Desde quando nos unimos a Adão? Aqui só há duas respostas possíveis: 1) desde o nosso nascimento; ou 2) desde que cometemos nosso primeiro pecado.

Desculpe se eu parecer demasiado simplista na maneira que expresso essa questão, mas o meu propósito é exatamente este: explicar de uma forma simples, clara e compreensível o que nós, Batistas Reformados, acreditamos e praticamos em relação aos nossos filhos.

Há também outro versículo que eu gostaria de apresentar, e nesse vemos dois protagonistas:

“Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:21-22).
Aqui vemos claramente os dois grupos sobre os quais falei no início. Agora nos é dito sobre Adão — em quem todos morremos; e sobre Cristo — em quem todos serão vivificados. Embora o significado das Escrituras não exija muita exegese e hermenêutica para entender a sua interpretação, gostaria de citar novamente um comentário de Matthew Henry:

A todos os que por meio da fé se unem a Cristo, pela ressurreição dEle, a sua própria é assegurada. Quanto ao pecado do primeiro Adão todos os homens se tornaram mortais, porque todos têm a sua mesma natureza pecaminosa, assim, por meio da ressurreição de Cristo todos os que são participantes do Espírito e natureza espiritual, reviveremos e viveremos para sempre. (Sublinhado e negrito acrescentados)

Ou seja, enquanto um ser humano “não estiver unido por meio da fé a Cristo”, ele permanece “unido a Adão” em seu pecado, com a mesma natureza pecaminosa e condenação espiritual. (Por favor, observe que Matthew Henry fala de uma “união com Adão desde o nascimento” ao comentar sobre a nossa passagem anterior de Romanos 5:12, e nesse último comentário ele fala de uma “unidade com Cristo por meio da fé”).

A teologia pactual Batista Reformada reconhece esse fato e observa que a Bíblia divide a humanidade em dois grupos: 1) aqueles que estão unidos com Adão; e 2) aqueles que estão unidos com Cristo; onde Adão e Cristo são os cabeças federais de dois pactos diferentes: Adão é o cabeça federal do Pacto de Obras no Éden; e Cristo é o cabeça federal do Pacto da Graça prometido após a Queda (Gênesis 3:15) e concluído na cruz do Calvário.

Adão é o representante de todos os seres humanos; Cristo é o representante dos eleitos.

Agora, com essa introdução breve e bem concisa sobre a teologia pactual Batista Reformada, podemos fazer a pergunta novamente: os filhos dos crentes nascem unidos a Adão ou nascem unidos a Cristo?

Cremos que a Bíblia nos ensina que os filhos de toda a humanidade — sejam filhos de crentes ou de incrédulos, não importa de que raça, nacionalidade ou cor — nascem em união com Adão e separados de Cristo, ou seja, nascemos sob a ira de Deus.

Paulo, tendo se submetido à circuncisão, explica do mesmo modo: “...éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Efésios 2:3).

A expressão “por natureza” é muito importante para essa breve exposição. Em outras passagens das Escrituras, ela foi traduzida como “por nascimento” (por natureza = por nascimento). Podemos parafrasear este versículo da seguinte maneira: “éramos por nascimento filhos da ira, como os outros também”.

João Calvino comenta Efésios 2:3 nos seguintes termos:

“Éramos por natureza filhos da ira”. Todos os homens, sem exceção, sejam judeus ou gentios (Gálatas 2:15-16) são aqui declarados culpados, até que sejam redimidos por Cristo. Assim, à parte de Cristo, não há justiça, não há salvação e, em suma, não há excelência. (Sublinhado e negrito acrescentados)

Gálatas 2:15: “Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios” (ênfase acrescentada).

Removendo as Falsas Esperanças de Nossos Filhos

Já observamos que a Bíblia nos ensina que todos os seres humanos nascem unidos a Adão e separados de Cristo; e que é impossível nascer unido com Adão e unido a Cristo ao mesmo tempo.

No entanto, sabemos que falsas esperanças podem surgir nos corações dos homens no que diz respeito à salvação; por isso, explicamos aos nossos filhos — com muito amor e ternura — o verdadeiro estado de sua situação espiritual e, ao mesmo tempo, a necessidade que eles têm de Cristo.

Uma falsa esperança que pode surgir nos corações de nossos filhos é que eles pensem que “como filhos de cristãos, têm uma entrada segura ao céu”. Vamos explicar em palavras simples que, na Queda de Adão, eles também caíram.

Nós dizemos aos nossos filhos — sem deixar de mostrar-lhes amor — que a causa da condenação deles não é que tenham quebrado a lei moral de Deus (os Dez Mandamentos); mas o problema é a natureza pecaminosa com que eles nasceram. Nossos filhos precisam nascer de novo, precisam de um novo coração, necessitam de algo que nenhum homem e nenhuma cerimônia pode lhes suprir; somente a graça de Deus:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12-13).

Outra falsa esperança que nós buscamos remover de seus corações é que eles podem pensar que “por irem à igreja aos domingos, lerem a Bíblia e conhecê-la, comportarem-se bem e participarem dos sacramentos já estão em aliança com Cristo, ou já estão unidos a Ele”. Também devemos nos certificar de que eles não depositem a sua confiança em qualquer obra humana, nem em bom comportamento. Nossos filhos podem parecer muito dóceis e calmos, mas ainda assim necessitam da salvação de Cristo:

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16).

Não quero me prolongar muito nesse ponto, acho que já está claro o que nós, como pais cristãos, ensinamos — com muito amor e paciência — aos nossos filhos.

Como os nossos filhos podem se unir a Cristo? Como eles entram no Pacto da Graça, cuja cabeça federal é Cristo? Como eles podem pertencer a Cristo?

Como já mencionei, Cristo é o cabeça federal do Pacto da Graça, e todos aqueles que estão unidos a Ele — a saber, os eleitos — são Seus “confederados”.

Nós ensinamos aos nossos filhos que, enquanto estiverem unidos a Adão, não podem estar unidos a Cristo; e enquanto eles não estiverem unidos a Cristo, as suas almas permanecem em morte.

A Bíblia nos fala de maneira muito clara sobre a característica espiritual daqueles que pertencem ao Senhor, daqueles que entraram em um pacto com Ele:

“...se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).

O Senhor, em Seu imenso amor e sabedoria, nos deixou em Sua Palavra o que todo homem deve fazer para “separar-se de Adão” e “unir-se a Ele”:

“E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1:14-15, sublinhado acrescentado).

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24:46-47, sublinhado acrescentado).

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38, sublinhado acrescentado).

Existe alguma outra forma (sem arrependimento ou fé) de entrar no inquebrantável Pacto da Graça de Cristo?

Ou perguntando de modo negativo: Uma pessoa que não se arrependeu dos seus pecados ou creu nEle pode entrar no Pacto com Cristo?

Nós não batizamos os nossos filhos, porque eles nascem em Adão e não em Cristo; porque são por nascimento filhos de ira, como os demais; porque eles nascem sob o Pacto de Obras, não sob o Pacto da Graça; nós não os batizamos porque os seus pecados não foram perdoados, já que não há arrependimento da parte deles; não os batizamos porque, não tendo o Espírito de Cristo, eles não são de Cristo.

Não acreditamos como os nossos irmãos Presbiterianos, os quais igualam o povo de Israel do Antigo Testamento com a Igreja de Cristo do Novo Testamento. O princípio que nossos irmãos afirmam é que a nação de Israel do Antigo Testamento era a Igreja de Cristo do Novo; então, como na nação de Israel todo varão, filho de um israelita, era circuncidado, assim na igreja do Novo Testamento, todos os filhos de crentes devem ser batizados. Assim, podemos concluir que Judas Iscariotes, o rei Acabe e os israelitas que adoravam a Baal — todos circuncidados — faziam parte da “igreja visível de Cristo”.

Nossa teologia pactual difere da dos nossos irmãos Presbiterianos que consideram a Igreja de Cristo como composta de pessoas regeneradas e não regeneradas.

Cremos que a circuncisão era o sinal do pacto Abraâmico (a Bíblia chama-o de “aliança da circuncisão”, Atos 7:8.), onde todos os homens estavam dentro da aliança da circuncisão, mas nem todos estavam dentro do Pacto da Graça. Judas, o traidor, estava dentro da aliança da circuncisão, mas não estava dentro do Pacto da Graça: ele foi circuncidado, mas não foi salvo. O ímpio rei Acabe estava dentro da aliança da circuncisão, mas não estava dentro do Pacto da Graça: ele foi circuncidado, mas não foi salvo. Aqueles que acendiam incenso nos altares de Baal estavam dentro da aliança da circuncisão, mas eles não estavam dentro do Pacto da Graça; eles foram circuncidados, mas não foram salvos; e assim eu poderia continuar a citar muitos nomes.

Nós cremos que dentro do povo de Israel havia uma Igreja de Cristo, que se arrependeu de seus pecados e creu na promessa do Salvador; os quais entraram no Pacto da Graça pela graça de Cristo e por meio da fé. Eles, sendo escolhidos antes da fundação do mundo, como nós, entraram no Pacto da Graça do qual não podem apostatar, porque a obra do Espírito Santo nos preserva nas mãos do Senhor.

Cremos que os filhos de Abraão são aqueles que são crentes, não os incrédulos:

“Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” (Gálatas 3:7).

As “Respostas” à Minha Resposta

No início deste artigo muito breve, eu disse que o segundo objetivo que eu tinha em meu coração era responder à pergunta: Por que como Batistas Reformados não batizamos os nossos filhos?

Agradeço a Deus por me permitir conhecer pessoalmente alguns irmãos Presbiterianos (com um “P” maiúsculo), em que se manifestou a graça de Deus, os quais, apesar de nossas diferenças em relação à teologia pactual, têm conseguido manter o vínculo do amor, reconhecendo-nos como cidadãos do reino.

Embora eu tenha conhecido esses princípios doutrinais, pela graça de Cristo, há muito tempo; nunca havia escrito sobre eles devido à forma selvagem com que muitos presbiterianos (com “p” minúsculo) tratam os meus irmãos Batistas por causa da nossa posição bíblica sobre este assunto.

Uma das expressões que ficaram gravadas em minha mente foi a forma como foi chamada uma pessoa que cria no batismo por imersão: “ESCÓRIA ANABATISTA”. Certamente essa pessoa (incrédula, em minha opinião) segue os passos dos seus antepassados que levavam para os rios todos aqueles que criam no batismo por imersão, a fim de afogá-los, mas não antes de dizer de modo sarcástico: “VOCÊ GOSTA DE IMERSÃO?, IMERSÃO LHE DAREMOS”. Sempre me questionei se esses homens, por suas ações, eram verdadeiros seguidores do Príncipe da Paz. Minha resposta é que eles não eram, nem o são.

Eu também reconheço que há batistas com um “b” minúsculo, os quais se valem de insulto e sarcasmo para defender as suas visões doutrinárias.

Todos eles estão em minhas orações para que Deus os remova do ministério, porque eles ensinam ódio àqueles que os seguem; mas também oro para que eles sejam salvos.

O ministro de Deus não deve ser contencioso, diz a Palavra de Deus; e minha intenção não é sê-lo nesse artigo; mas eu pensei ser necessário responder com mansidão, amor e com a Bíblia a nossa perspectiva sobre “a responsabilidade dos Batistas Reformados para com os seus filhos”.

Que o Senhor use esse artigo, como eu disse a princípio, para não nos ajudar a não negligenciarmos o dever de evangelizar os nossos filhos e filhas:

“Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gênesis 18:19).

Por Guillermo de Lama

Moeda rara de Agripa I foi encontrada por aluno de escola

Uma antiga moeda do reinado de Agripa eu fui descoberto na semana passada no riacho de Shilo(Siló) na região de Benjamin. A moeda foi entregue para uma equipe do de Oficiais de Arqueologia na Administração Civil e será preservada como parte dos tesouros do estado.
Durante uma viagem de escola que ocorreu no ricaho de Shilo, um dos estudantes encontrou uma moeda antiga na parte oriental do córrego. O estudante foi ao guia da excursão do grupo, que contatou o oficial responsável pelo pessoal arqueológico na administração civil. Ele chegou ao local, onde o estudante entregou a moeda ao inspetor.
Segundo os arqueólogos, a moeda foi cunhada durante o Reino de Herodes Agripa I, aquele que é citado no Livro de Atos.
Agripa I foi descendente da família Asmoneus e da casa de Herodes, que governou a Judéia nos anos 40 do Primeiro Século da EC.
Três elementos foram cunhados em um lado da moeda e, por outro, uma margarida real cercada pela inscrição "Rei Agripa".
"Há uma história por trás disso que lança mais luz sobre a história da Terra de Israel e do povo de Israel", disse Hanania Hezmi, um oficial da equipe de arqueologia da Administração Civil ao Jonral IsraelHayom. "Essas descobertas complementam outra parte do enigma histórico do nosso povo".
Mais uma vez uma importante descoberta arqueológica ocorre praticamente por acaso por estudantes em passeios no Estado de Israel, e incidentes como estes estão se tornando cada vez mais comuns.
Fonte: IsraelHayom

Grandes descobertas da Arqueologia Bíblica de 2018

Um vislumbre do importante trabalho de escavação revelado este ano na Terra Santa.

A cada ano, as descobertas arqueológicas ajudam a entender melhor a Bíblia e a afirmar seus detalhes sobre pessoas, eventos e cultura. Abaixo estão as principais descobertas de escavação relatadas em 2018, que aumentaram o conhecimento do mundo bíblico e a história inicial do cristianismo.
10 – INSCRIÇÃO BÍBLICA “YERUSHALAYIM” NA COLUNA ANTIGA
No início deste ano um Arqueologista descobriu uma inscrição em um pilar em uma escavação de uma antiga vila de oleiro, perto da borda ocidental da moderna cidade de Jerusalém. A inscrição inclui a palavra “Yerushalayim”, o nome de Jerusalém escrito em hebraico e datado de 100 aC
A vila do oleiro, sem dúvida, serviu aos muitos peregrinos que estavam a caminho do Templo em Jerusalém, a poucos quilômetros a leste. Ele chama a atenção para o campo do oleiro em Mateus 27: 7 que foi comprado pelos sacerdotes com o dinheiro que Judas tomou por trair Jesus e depois voltou.
9 –  ROMÃ DE ARGILA ENCONTRADA EM TEL SHILOH
Tel Shiloh, o local onde o tabernáculo judaico e a Arca Sagrada estavam localizados entre a conquista israelita e a construção do Templo em Jerusalém, produziu uma incomum romã de barro em uma escavação neste ano. Na Bíblia a romã é uma decoração comum no templo (1 Reis 7:18; 2 Reis 25:17), e pequenas decorações de romã pendiam da bainha das vestes dos sacerdotes (Êxodo 28:33).
8 – INSCRIÇÕES DE ESARHADON ENCONTRADAS NO SANTUÁRIO DE JONAS
Em 2014, o ISIS explodiu o santuário do túmulo do profeta Jonas na cidade iraquiana de Mosul. O santuário muçulmano, agora destruído, estava situado em um monte, onde os arqueólogos logo encontraram os restos de um palácio do rei assírio Esarhaddon. O nome do rei é referenciado em inscrições descobertas em túneis que o ISIS cavou no monte, enquanto o grupo procurava por artefatos para vender no mercado de antiguidades. Hoje, os arqueólogos estão usando esses túneis para investigar os restos do templo.
O Antigo Testamento faz referência a Esarhaddon ao discutir o assassinato de seu pai Senaqueribe (1 Reis 19: 36-37; Isaías 37: 37-38), que foi o rei que devastou grande parte do reino de Ezequias em Judá e sitiou Jerusalém sem sucesso. O próprio Esarhaddon reinou de 681 a 669 aC Os arqueólogos da informação descobrem nos restos de seu palácio mais sobre os últimos dias do reino da Assíria do que sobre a época de Jonas, que viveu quase um século antes e cujo local de descanso final é real. desconhecido.
7 – ABECEDÁRIO SEMITA ENCONTRADO NO EGITO
A história bíblica cruza várias vezes com a história da escrita, como ilustrado por uma peça de calcário inscrita, descoberta em 1995 em um túmulo ao longo da margem oeste do Nilo em Luxor. Universidade da Colúmbia Britânica O egiptólogo Thomas Schneider decifrou as cartas e anunciou este ano que é uma versão inicial do alfabeto semítico na ordem ABC.
O túmulo escavado remonta a 1450 aC, a época de Moisés, de acordo com a cronologia bíblica. Sugere que, se “Moisés anotou tudo o que o Senhor havia dito” (Êxodo 24: 4), ele não foi o único a escrever em uma escrita semítica no Egito naquela época.
6 – TUMBA DA FAMÍLIA REAL NÃO DESMEMBRADA EM MEGIDO
Um túmulo cananeu escavado em Tel Megiddo em 2016 e anunciado no início deste ano revelou novas informações sobre os habitantes de uma das mais antigas e importantes cidades antigas da região. No anúncio original em março passado, os arqueólogos se admiraram de que a tumba de 3.700 anos ainda estivesse intacta e desatada, produzindo os restos de um homem, uma mulher e uma criança, todos adornados com joias de ouro e prata.
Do túmulo, os arqueólogos esperavam aprender muito mais sobre a cultura cananéia que existia em Israel durante o tempo dos patriarcas. E, de fato, apenas algumas semanas atrás, foi relatado que o resíduo em um dos jarros do túmulo foi descoberto como baunilha, que não se pensava que fosse conhecido nem usado naquela parte do mundo antigo naquela época. A descoberta ilustra o robusto comércio de especiarias do mundo antigo.
5 – PESO DE BEKA DO MONTE DO TEMPLO
Um processamento extra cuidadoso da sujeira arqueologicamente recuperada, chamado processo de peneiramento a úmido, resultou em muitas descobertas muito pequenas, mas significativas, nos últimos anos, como o peso do beka anunciado recentemente. Conforme explicado em Êxodo 38:26, o beka foi usado para medir o imposto do templo do meio shekel devido por cada membro da comunidade.
Este pequeno peso (5,5 gramas ou 0,2 onças) foi inscrito com as letras hebraicas ortografia beka e foi descoberto em escavações perto do arco de Robinson, no canto sudoeste do Monte do Templo. Acredita-se que tenha sido usado para pesar o imposto do templo durante o período do Primeiro Templo.
4- IMPRESSÃO DO SELO DO GOVERNADOR DE JERUSALÉM
Em 2017, enquanto limpavam poeira entre pedras em um antigo muro de Jerusalém, os arqueólogos descobriram um título bíblico até então não atestado pela arqueologia, “governador da cidade”. Quando a poeira foi cuidadosamente peneirada, uma impressão de selo de argila foi recuperada. A imagem na argila mostrava duas figuras frente a frente e a inscrição.
O governador da cidade, bem como um prefeito moderno, é mencionado em 2 Reis 23: 8, onde o autor lista um homem chamado Josué como governador da cidade nos dias de Ezequias, e em 2 Crônicas 18:25, onde o autor observa Amon como governador da cidade nos dias de Jeosafá (NASB).
3 – ASSINATURA DO PROFETA ISAÍAS NA IMPRESSÃO DO SELO ?
Outra impressão de selo surgiu em 2018, esta com o nome real de um dos mais importantes profetas do Antigo Testamento, Isaías. Quase diz “Isaías o profeta”, mas porque falta uma carta no final, não está claro se ela realmente se refere a um nome pessoal.
Uma peça de prova que sugere que a impressão do selo se refere ao profeta bíblico é um pequeno pedaço de argila que os arqueólogos recuperaram em uma área perto do Monte do Templo de Jerusalém. Esta impressão de selo semelhante, que foi descoberta pela primeira vez em 2015, diz “do rei Ezequias de Judá”. O rei Ezequias e o profeta Isaías são mencionados no mesmo verso 17 vezes na Bíblia.
2 – O CHEFE DA ESTÁTUA DE UM REI BÍBLICO DE ABEL BETH MAACAH
Essa descoberta pode ter disparado para o topo da lista se houvesse alguma maneira de identificar quem representa essa cabeça da estátua. Mas não há nome ou inscrição. A melhor pista para sua identidade é a faixa em volta da cabeça, sugerindo uma coroa.
Esta pequena escultura de duas polegadas foi encontrada em 2017 em Abel Beth-Maacah, um local perto da fronteira entre Israel e o Líbano, mas chamou a atenção do público quando foi colocada em exposição no Museu de Israel no verão passado. Data do século IX aC, para representar um rei do reino do norte de Israel, como Acabe ou Jeú. Mas tão facilmente poderia ser o rei Hazael de Damasco ou o rei Ithobaal de Tiro, o pai de Jezabel.
1 – ANEL DE VEDAÇÃO DE PÔNCIO PILATOS
O nome de Pôncio Pilatos, o procurador romano que interrogou Jesus e depois ordenou que ele fosse crucificado, apareceu pela segunda vez no registro arqueológico. A primeira vez que seu nome e título foram encontrados gravados em uma pedra descoberta em 1961 em uso secundário em Cesareia Marítima. Apenas algumas semanas atrás, cientistas anunciaram que um anel de focas escavado no final dos anos 1960 em Herodium, um palácio no deserto perto de Belém, também trazia a inscrição “do Pilates”.
A inscrição no anel mal corroído foi finalmente lida usando técnicas fotográficas avançadas. O anel de liga de cobre provavelmente não era chique o suficiente para ter sido usado por Pilatos. Era mais provável que fosse usado por alguém que estivesse autorizado a agir sob a autoridade de Pilatos e que usasse o selo para criar comunicações oficiais.
Essas descobertas, relativamente insignificantes individualmente, juntam-se a muitas outras descobertas ao longo das décadas para nos dar uma grande dose de confiança nos detalhes históricos contidos na Bíblia.