Bolsonaro e a marcha para o capeta


 As coisas andam tão confusas e os valores tão invertidos que até o a capeta estava na marcha para "Jesus" .

Bolsonaro estava presente ao lado do "bispo" Hernandes, aquele que puxou uns anos de prisão nos EUA por evasão fiscal ao tentar entrar com 100 mil dólares escondido na roupa.

Valdomiro Santiago dentre outros vendilhões da fé também estavam presentes, ao lado deles Bolsonaro fez sinal de arminha e foi ovacionado pela multidão de evanjegues. Uma cena lamentável que expõe as entranhas do mundo evangélico atual.

Eu suplico perdão divino por essa grande abominação e que Deus tenha misericórdia desses capetas que estão brincando e profanando o nome Santo de Jesus de Nazaré.

............................
Renato Barbosa





Qual é a diferença entre o Monte das Oliveiras e o Jardim do Getsêmani?

Os autores dos Evangelhos se referiam ao mesmo lugar?

Lemos no Evangelho de São Marcos que, depois da Última Ceia, Jesus e Seus discípulos “foram para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto vou orar” (Marcos 14, 32). Já no Evangelho de Mateus está escrito que “depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras” (Mateus 26, 30).

Mas será que o Jardim do Getsêmani e o Monte das Oliveiras são o mesmo lugar?


Monte das Oliveiras faz parte da pequena cadeia montanhosa que separa Jerusalém do deserto da Judeia. Ele é uma colina rochosa situada “do outro lado da torrente do Cedron” (cf. Jo 18, 1), a leste da cidade e já fora das suas muralhas, no caminho para Betânia.
Jardim do Getsêmani, por sua vez, se localiza ao sopé do Monte das Oliveiras. O seu nome, do aramaico Gat Shmānê, significa “prensa de azeite”: era um horto em que se extraía o azeite a partir do fruto das oliveiras abundantes na área.
Portanto, depois da Última Ceia, Jesus e Seus discípulos foram, sim, ao Monte das Oliveiras, mais especificamente ao Jardim do Getsêmani que fica na sua base.




Por que há demônios esculpidos nas catedrais de Notre-Dame e Sevilha?

No tempo em que essas catedrais foram erguidas tinha-se bem presente uma verdade sobre o diabo que hoje anda esquecida

Não apenas as catedrais de Notre Dame de Paris e de Sevilha têm demônios esculpidos na fachada. Todas as catedrais medievais os trazem. E não só na fachada, mas também no interior, esculpidos, pintados ou nos vitrais. E não apenas as catedrais: as igrejas dos Séculos XI ao XIV os representam em múltiplas formas e aspectos. Era um hábito muito salutar dos construtores das igrejas de então. Por quê?
Naquele tempo os livros eram raros. A Santa Igreja utilizava seus edifícios sagrados para instruir os fiéis a respeito das verdades da Fé. Assim, as fachadas são cheias de cenas bíblicas, de símbolos históricos, de personagens de legenda. Nelas se vêm fatos cotidianos referentes à vida profissional, à vida de família, religiosa ou guerreira – a Igreja com isso ensinava os comportamentos virtuosos e condenava os maus hábitos. Vêm-se os eleitos entrando na glória eterna e os condenados sendo lançados no fogo eterno, bem como alegorias evocando virtudes e vícios. Entre as evocações dos vícios estão os demônios.
Na igreja que frequento em Paris – Saint Julien le Pauvre – vê-se, no interior, um demônio no alto da ogiva, exatamente sobre o altar do celebrante. Como um gato, pronto a dar um bote, com cara de esperto e aliciador, o demônio encara o público. É o demônio da distração. Aqueles que não assistem à Santa Missa atentamente põem-se ao alcance de seu bote. E é incrível: quando nos distraímos durante a celebração e o olhar perdido vagueia pela igreja, os olhos caem invariavelmente sobre ele. Não há então quem não se corrija, voltando a atenção à celebração. Sabedoria da Igreja. Em Notre Dame os demônios mais famosos são em forma de gárgulas; isto é; terminais das canaletas que lançam na rua a água de chuva, escorrida dos telhados. São medonhos. Neste momento a França se encontra sob fortes chuvas.
A Bretanha foi inundada, os rios transbordam. Outro dia, mostrava a catedral a amigos brasileiros e chovia. Do lado de fora esses demônios despejavam água sobre as calçadas, espirrando em todos, impedindo-nos assim de contemplar os belos detalhes das fachadas laterais. Se não fossem esses demônios, as canaletas levariam as águas até os esgotos, e nós tranquilamente terminaríamos a visita. O demônio só atrapalha. Fizemos um ato de detestação a ele: é o que a Igreja deseja. Seu objetivo, colocando ali aquelas figuras monstruosas estava alcançado: escapar de satanás e de suas tentações. Mais uma vez, sabedoria da Igreja.
O clero do tempo da catedrais tinha bem presente uma verdade hoje esquecida: a maior esperteza do demônio consiste em fazer crer que ele não existe. Recentemente ouvi um sermão dizendo que, se o Inferno existe, deve estar vazio. Veja como o sentimentalismo mole daqueles que não quererem se compenetrar de que esta vida é um combate, conduz a clamorosos erros contra a Fé. Isso se dá até mesmo com personagens que deveriam ensinar a verdade inteira. E esses demônios são hediondos. Nada têm dos demoninhos engraçadinhos, do tipo Brasinha, que se vêm com frequência por aí, fazendo gracinhas. Os tempos de fé não mascaravam a hediondez dos infernos.
Por Dr. Nelson Fragelli, traduzido por Nelson Barreto

Arqueólogos descobrem ruínas do que seria a igreja cristã mais antiga do Egito

Por estar em uma cidade portuária, a equipe acredita que este foi o primeiro local de evangelização no Mediterrâneo

Uma escavação das ruínas de uma antiga basílica cristã levou à descoberta do que os especialistas acreditam ser a igreja cristã mais antiga do Egito. A equipe, liderada pelo Dr. Krzysztof Babraj, do Museu de Arqueologia de Cracóvia, está esperançosa de que o novo sítio arqueológico possa oferecer novos insights sobre a disseminação do Cristianismo através do Egito e da área circundante do Mediterrâneo.
Segundo o site First News, a equipe polonesa trabalha desde 2000 no local das ruínas, no antigo porto de Tide, que servia a cidade de Alexandria. Eles, inclusive, já desenterraram uma capela funerária no mesmo local, o que rendeu uma das maiores coleções de fragmentos de cerâmica já encontrados no Egito.
Durante o apogeu do Império Romano, Marea serviu como uma movimentada cidade portuária no Lago Maeortis, agora conhecido como Lago Mariout. O porto estava a serviço de Alexandria e foi identificado por fontes sobreviventes como uma comunidade urbana rica, que entrou em declínio após a conquista árabe do Egito e acabou sendo abandonada após um terremoto.
A equipe diz que os restos da igreja que estão sob a basílica datam de meados do século IV. O Dr. Krzysztof declarou ao First News:
“No final da última temporada de pesquisas, encontramos sob o piso da basílica os restos de uma parede, que se revelaram ser as paredes externas de uma igreja ainda mais antiga. Este é um dos mais antigos templos cristãos descobertos no Egito até agora.”
Descobriu-se que a igreja que está debaixo da basílica foi construída com paredes em forma de cruz. As câmaras do edifício estavam completamente cheias de detritos da basílica arruinada e não foram exploradas até agora.
Com uma área de 22 por 13 metros, a igreja era ricamente ornamentada por azulejos policromados. Como a igreja foi construída a partir de calcário, a equipe foi capaz de determinar a idade do local a partir dos testes com a cerâmica encontrada dentro dela. 
Se a data estiver correta, isso significaria que a antiga igreja seria do tempo em que Roma adotou o Cristianismo pela primeira vez. O fato de aparecer em uma cidade portuária de alto tráfego torna isso ainda mais significativo, pois pode ter sido um dos primeiros centros de evangelização do Mediterrâneo.

Segredos da antiga cidade de Jericó


Arqueólogos russos retomaram escavações na parte bizantina de Jericó e descobriram que a cidade foi habitada muito antes do imaginado. A assessoria de imprensa do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia conta sobre as últimas descobertas e conclusões científicas.
Segundo Leonid Belyaev, chefe da expedição russa em Jericó, as escavações têm sido realizadas desde 2010 no local onde a lendária Jericó bíblica estava localizada – cidade cujas muralhas, segundo a Bíblia, foram derrubadas por Josué aos gritos.
"Estávamos convencidos de que sob o monumento do período bizantino tardio havia outro edifício com boas paredes largas feitas de tijolo. É provavelmente parte de um mosteiro ou de uma mansão. Talvez, a propriedade foi construída na época da Roma Antiga, mas esta versão requer mais pesquisas", afirmou Belyaev.
Belyaev explica que sua equipe estava interessada não nas antigas partes judaicas de Jericó, que já foram estudadas por historiadores e arqueólogos estrangeiros, mas em sua parte bizantina. A cidade foi um dos centros comerciais e religiosos nos primórdios do Império Bizantino, tendo o patrimônio bizantino deixado na Palestina ganhado interesse de arqueólogos não muito tempo atrás, nas últimas três décadas do século XX.
As primeiras escavações, que os cientistas russos realizaram em Jericó entre 2010 e 2013, trouxeram muitas descobertas interessantes. Arqueólogos descobriram um sistema único de abastecimento de água da cidade, bem como um sistema de purificação de água do lixo.
Além disso, eles confirmaram que no seu território o açúcar era de fato produzido e até encontraram vestígios em um mosaico dentro das paredes do edifício, onde eram fervidos maltrodextrina e o lendário "bálsamo de Galaad", que curava feridas. Recentemente, como Belyaev observou, a expedição retomou o trabalho e novas escavações mostraram inesperadamente que a Jericó bizantina tem uma história muito mais profunda, rica e complexa do que os historiadores pensavam originalmente.
Os cientistas concentraram seus esforços em dois objetos - uma grande "fábrica" de cerâmica, que existia em diferentes versões durante os reinados de Roma, Bizantino e dos árabes, e as alegadas ruínas de um palácio ou mosteiro de pedra, cujas paredes estavam cobertas por mosaicos. Seus fragmentos foram encontrados por arqueólogos no ano passado e eles foram capazes de restaurar alguns dos padrões.
No território, arqueólogos descobriram um sistema de tanques e hidrovias, vários vestígios de produção de cerâmica, vidros, artefatos religiosos, fornalha para queima de cerâmica e muitos outros artefatos, incluindo moedas que englobam as que foram cunhadas durante a vida dos contemporâneos de Jesus Cristo.
Além disso, Belyaev e sua equipe encontraram vestígios dos edifícios mais antigos, presumivelmente da época da Roma Antiga. A história da construção deles continua sendo um mistério por causa do pequeno número de artefatos encontrados no território. Como observado pelo arqueólogo, os russos não encontraram nada de "romano", exceto algumas moedas e vasos de pedra.
"De qualquer forma, enfrentamos agora um quadro mais complexo e vívido da Palestina, o que é muito interessante: a era do surgimento do cristianismo, do início do Império Bizantino e do início do Islã, períodos que são extremamente importantes para a nossa cultura", conclui Belyaev.
Arqueólogos têm estudado as ruínas de Jericó por um século e meio, mas os cientistas russos não participaram desse processo por mais de 100 anos depois que a sociedade ortodoxa palestina do Império Russo deixou de existir. Império Russo recebeu uma parte do território do oásis de Jericó como um presente da missão espiritual russa em Jerusalém no final do século XIX. As primeiras escavações foram realizadas em 1891.
Em 2008, Palestina devolveu o local à Rússia, e foi decidido criar um complexo de parques-museu. Durante e após a construção, escavações arqueológicas foram realizadas sob a liderança de Belyaev e com a participação de pesquisadores do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia.
Fonte: Sputnik

A origem do termo Cristãos na Bíblia


PORTÃO DA ÉPOCA DO REI DAVI É ENCONTRADO NA CIDADE BÍBLICA DE BETSAIDA



A descoberta sugere a existência de outros governantes na época do Rei dos Israelitas

Após três décadas de escavação, arqueólogos da Universidade de Nebraska encontraram na cidade bíblica de Betsaida um portão que remonta ao tempo de Davi, entre 11 e 10 a.C. O achado oferece um vislumbre das antigas civilizações do território, alterando o que se sabia sobre o reino de Israel.

Encontrado em uma colina rochosa com vista para o Mar da Galileia, em Israel, o portão é o mais antigo da área. "Não há muitos portões das capitais neste país a partir desse período", afirmou o arqueólogo-chefe Rami Arav, da Universidade de Nebraska, que supervisiona o projeto desde 1987.

“Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o Primeiro Templo ela era a cidade de Zer”, explicou Arav, citando uma parte da Bíblia que menciona as cidades fortificadas de Zer.

O portão recém-descoberto indica que o local já foi um centro urbano protegido e importante. Com o achado, os pesquisadores propõem que o rei Davi pode não ter sido o único governante da época, mas apenas um dos vários chefes locais. As ruínas ao redor do portão sugerem que ele fazia parte de um reino aramaico, e não israelita.

Os arqueólogos também encontraram uma estela de pedra com a imagem do deus da lua, datado do século 11 a.C., joias e moedas — uma delas datada de 35 a.C. e feita para comemorar a chegada de Cleópatra e Marco Antônio ao território.

Após o início do projeto de escavação e de sua identificação como um local bíblico, no final dos anos 80, multidões de peregrinos cristãos têm visitado Bethsaida por sua importância no livro sagrado.

Reforma da previdência é coisa do Diabo

Acampamentos de Israel desde o Egito – Números 33


Neste capítulo 33º de Números nós temos o registro das jornadas e dos acampamentos dos israelitas desde a saída do Egito, até a entrada em Canaã. Eles foram 42 ao todo, com o registro de determinados eventos notáveis que aconteceram em alguns desses lugares.
 O texto nos dá conta que os israelitas, quando foram libertados do Egito, haviam saído a partir de Ramessés, uma das cidades que estavam construindo na condição de escravos.
O registro do término das jornadas deste capítulo dá-se nas planícies de Moabe, onde Israel estava acampado quando da escrita do mesmo.
Nos versos 38 e 39 é informado que Arão morreu aos 123 anos de idade no monte Hor, no primeiro dia do quinto mês do quadragésimo ano, depois da saída de Israel do Egito.
Nos versos 50 a 56 o Senhor ordenou aos israelitas, através de Moisés, quando se encontravam nas planícies de Moabe, que quando houvessem atravessado o Jordão, para entrarem em Canaã, deveriam lançar fora todos os cananeus e destruir todos os seus ídolos de pedra e de fundição, bem como os seus altares, e tomariam a terra em possessão para nela habitarem, pois lhes fora dada por Ele por herança.
A distribuição da terra deveria ser feita por sortes, e o tamanho da herdade deveria ser proporcional ao tamanho das famílias, nas respectivas tribos. 
O Senhor lhes fez uma advertência que caso não lançassem fora os habitantes da terra, eles viriam a  ser como espinhos nos seus olhos, e lhes perturbariam quanto à devoção e consagração que deveriam ter a Ele, cumprindo os Seus mandamentos, e assim, faria aos israelitas aquilo que Ele havia determinado que deveria ser feito aos cananeus.
O registro de todas estas jornadas e acampamentos demonstram que o Senhor havia conduzido Israel até àquele ponto, e o continuaria fazendo, como o Supremo Pastor do Seu rebanho, e se valendo da instrumentalidade de pastores auxiliares como Moisés, Arão, Josué e outros homens de valor que, pela Sua graça, havia levantado e continuaria levantando, para conduzir o Seu povo, especialmente, a viver para a Sua exclusiva glória. 
No final do nosso comentário, relativo ao capítulo 27, nós vimos o cuidado pastoral de Moisés com Israel, e o modo como ele se preocupou em que o Senhor levantasse um novo pastor depois da sua morte, para que conduzisse os israelitas em Canaã.
Deus marcou que assim como a liderança de Moisés era mediante o Espírito, esta deveria continuar com Josué em quem também havia o Espírito (v. 18), porque na verdade o Espírito que constitui os líderes sobre o rebanho do Senhor, é o mesmo Espírito que os usa como canais para que a vontade de Deus seja feita.


“1 São estas as jornadas dos filhos de Israel, pelas quais saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob o comando de Moisés e Arão.
2 Moisés registrou os pontos de partida, segundo as suas jornadas, conforme o mandado do Senhor; e estas são as suas jornadas segundo os pontos de partida:
3 Partiram de Ramessés no primeiro mês, no dia quinze do mês; no dia seguinte ao da páscoa saíram os filhos de Israel afoitamente à vista de todos os egípcios,
4 enquanto estes enterravam a todos os seus primogênitos, a quem o Senhor havia ferido entre eles, havendo o senhor executado juízos também contra os seus deuses.
5 Partiram, pois, os filhos de Israel de Ramessés, e acamparam-se em Sucote.
6 Partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, que está na extremidade do deserto.
7 Partiram de Etã, e voltando a Pi-Hairote, que está defronte de Baal-Zefom, acamparam-se diante de Migdol.
8 Partiram de Pi-Hairote, e passaram pelo meio do mar ao deserto; e andaram caminho de três dias no deserto de Etã, e acamparam-se em Mara.
9 Partiram de Mara, e vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras, e acamparam-se ali.
10 Partiram de Elim, e acamparam-se junto ao Mar Vermelho.
11 Partiram do Mar Vermelho, e acamparam-se no deserto de Sim.
12 Partiram do deserto de Sim, e acamparam-se em Dofca.
13 Partiram de Dofca, e acamparam-se em Alus.
14 Partiram de Alus, e acamparam-se em Refidim; porém não havia ali água para o povo beber.
15 Partiram, pois, de Refidim, e acamparam-se no deserto de Sinai.
16 Partiram do deserto de Sinai, e acamparam-se em Quibrote-Hataavá.
17 Partiram de Quibrote-Hataavá, e acamparam-se em Hazerote.
18 Partiram de Hazerote, e acamparam-se em Ritma.
19 Partiram de Ritma, e acamparam-se em Rimom-Pérez.
20 Partiram de Rimom-Pérez, e acamparam-se em Libna.
21 Partiram de Libna, e acamparam-se em Rissa.
22 Partiram de Rissa, e acamparam-se em Queelata.
23 Partiram de Queelata, e acamparam-se no monte Sefer.
24 Partiram do monte Sefer, e acamparam-se em Harada.
25 Partiram de Harada, e acamparam-se em Maquelote.
26 Partiram de Maquelote, e acamparam-se em Taate.
27 Partiram de Taate, e acamparam-se em Tera.
28 Partiram de Tera, e acamparam-se em Mitca.
29 Partiram de Mitca, e acamparam-se em Hasmona.
30 Partiram de Hasmona, e acamparam-se em Moserote.
31 Partiram de Moserote, e acamparam-se em Bene-Jaacã.
32 Partiram de Bene-Jaacã, e acamparam-se em Hor-Hagidgade.
33 Partiram de Hor-Hagidgade, e acamparam-se em Jotbatá.
34 Partiram de Jotbatá, e acamparam-se em Abrona.
35 Partiram de Abrona, e acamparam-se em Eziom-Geber.
36 Partiram de Eziom-Geber, e acamparam-se no deserto de Zim, que é Cades.
37 Partiram de Cades, e acamparam-se no monte Hor, na fronteira da terra de Edom.
38 Então Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme o mandado do Senhor, e ali morreu no quadragésimo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no quinto mês, no primeiro dia do mês.
39 E Arão tinha cento e vinte e três anos de idade, quando morreu no monte Hor.
40 Ora, o cananeu, rei de Arade, que habitava o sul da terra de Canaã, ouviu que os filhos de Israel chegavam.
41 Partiram do monte Hor, e acamparam-se em Zalmona.
42 Partiram de Zalmona, e acamparam-se em Punom.
43 Partiram de Punom, e acamparam-se em Obote.
44 Partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, na fronteira de Moabe.
45 Partiram de Ije-Abarim, e acamparam-se em Dibom-Gade.
46 Partiram de Dibom-Fade, e acamparam-se em Almom-Diblataim.
47 Partiram de Almom-Diblataim, e acamparam-se nos montes de Abarim, defronte de Nebo.
4e seu pai. de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó;
49 isto é, acamparam-se junto ao Jordão, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim, nas planícies de Moabe.
50 Também disse o Senhor a Moisés, nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó:
51 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã,
52 lançareis fora todos os habitantes da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pedras em que há figuras; também destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus altos;
53 e tomareis a terra em possessão, e nela habitareis; porquanto a vós vos tenho dado esta terra para a possuirdes.
54 Herdareis a terra por meio de sortes, segundo as vossas famílias: à família que for grande, dareis uma herança maior, e à família que for pequena, dareis uma herança menor; o lugar que por sorte sair para alguém, esse lhe pertencerá; segundo as tribos de vossos pais recebereis as heranças.
55 Mas se não lançardes fora os habitantes da terra de diante de vós, os que deixardes ficar vos serão como espinhos nos olhos, e como abrolhos nas ilhargas, e vos perturbarão na terra em que habitardes;
56 e eu vos farei a vós como pensei em fazer-lhes a eles.” (Nm 33.1-56).

Mistério selêucida é desvendado após descoberta de antiga fortaleza em Israel

A fortaleza de 2.200 anos, construída como a primeira linha de defesa do Reino de Trifão e com pelo menos dois andares, foi descoberta na costa norte de Israel.
A praia de Nahsholim, localizada ao norte de Israel, testemunhou diversos eventos dramáticos no decorrer da história. Uma expedição arqueológica subaquática descobriu uma grande fortaleza, que teria sido construída por um rei selêucida e desapareceu sob as ondas durante o Período Helenístico.
Na época, três governantes disputavam o controle da terra, sendo os reis selêucidas Diódoto Trifão e Demetrius, e Jonathan Apphus, líder da dinastia hasmoneana da Judéia e Jerusalém, que lutavam entre si para conquistar os territórios.
Prestes a entrarem em conflito, Trifão e Jonathan chegaram a acordo, entretanto, Jonathan foi traído por Trifão, que massacrou seu exército, segundo o jornal Haaretz.
Desde então, Trifão utilizou o rei como barganha, mas acabou o executando. Além disso, Trifão conquistou sua vitória ao raptar e assassinar Demetrius. Com isso, Trifão ficou muito perto de tomar os Sete Reinos, mas foi frustrado pela viúva de Demetrius, que se casou com Antíoco VII, soberano selêucida, que assumiu o reino de Demetrius.
Até agora, os pesquisadores acreditavam que a muralha que cercava Tel Dor e a parte norte da baía era a linha de defesa de Trifão, pois armamentos foram encontrados no local, onde algumas das pedras estão marcadas por um relâmpago, o símbolo de Zeus, e outras possuem a inscrição "vitória sobre Trifão".
Entretanto, três meses atrás, pesquisadores descobriram sob a água, no lado sul do porto, uma fortificação, que está no mar, sendo ela provavelmente a primeira linha de defesa de Trifão, já a muralha ao norte seria a segunda linha de defesa.
A expedição subaquática foi conduzida pelos professores Assaf Yasur-Landau e Ehud Arkin Shalev da Universidade da Califórnia. A expedição possui diversos desafios tanto logísticos como científicos.
Grande parte do trabalho de escavação é feito através de bombas instaladas em barcos e guiadas por escavadores em equipamentos de mergulho.
"Você trabalha o dia todo, e com sorte, no dia seguinte, poderá continuar. Se você for azarado, encontra mais areia do que quando começou", afirmou Yasur-Landau.
A fortificação está a aproximadamente 20 metros da costa e a dois metros debaixo d’água, pois, quando foi construída, o nível do mar estava aproximadamente um metro abaixo do atual. A construção tem uma altura de 20 a 40 metros.
A pesquisa é parte de um estudo mais abrangente sobre os assentamentos humanos ao longo dos milhares de anos na região costeira de Carmel, para descobrir como os seres humanos lidaram com o aumento do nível do mar, questão que é relevante para os tempos atuais, já que o nível do mar deverá subir dezenas de centímetros.
"O aumento do nível do mar significa menos terra disponível e mais pressão nos assentamentos humanos devido às inundações e tempestades. Novos truques precisam ser encontrados: sistemas de defesa contra tempestades, sistemas econômicos sobre a agricultura, deslocamento de água", afirmou o professor Yasur-Landau.

Reflexões sobre as parábolas do REINO

por Renato Barbosa - Editor 
Jesus usou de muitas parábolas – pequenas histórias simbolizando grandes  verdades – nas suas pregações. 
Ele falava sobre o mesmo tema falando através de diferentes parábolas. Muitas vezes uma história lançava luz sobre outra tornando o ensinamento mais claro.
O Reino de Deus foi um dos assuntos preferidos nas parábolas de Cristo!
 E o que é exatamente o Reino de Deus?
 É todo local ou circunstância onde a vontade de Deus é executada, conforme a oração do Pai nosso:“…venha a nós o teu Reino e seja feita sua vontade assim na terra como nos céus…” (Mateus 6). 
Ou seja,  Jesus nos ensina a pedir que o Reino de Deus se faça presente em nossas vidas.
O capítulo 2 do livro do livro de Atos dos apóstolos informa a chegada do Reino de Deus a partir da descida do Espírito Santo no Pentecostes. O mesmo evento também marcou o início da Igreja Cristã. Assim, podemos dizer que a história da Igreja relata a implantação do Reino de Deus na Terra.
Nas suas parábolas, Jesus deixou claro que embora o Reino de Deus tenha chegado com a descida do Espírito Santo e venha frutificando ao longo da história humana, somente será consumado no fim dos tempos, quando todos os salvos estiverem reunidos. 
E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga .E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa. Marcos 4.26-29


Jesus usou a imagem de um trabalhador rural para descrever como é o Reino de Deus.

A semente é a Palavra, logo o semeador é aquele que prega o Evangelho de Jesus. O crescimento da planta é desenvolvimento da fé nos corações das pessoas e sua mudança de vida, gerando crescimento do Reino aqui na Terra. A colheita tanto é o resultado que essas pessoas convertidas geram na sociedade onde vivem, fruto das suas boas obras, como também o resultado a ser obtido por Deus no final dos tempos.
Para a planta frutificar, a semente precisa ser enterrada e morrer. É exatamente a mesma coisa simbolizada no batismo: a velha natureza humana, dominada pelo pecado, morre e “nasce” uma nova pessoa, em Jesus Cristo.
E ao agricultor, uma vez feita a semeadura, só resta aguardar as plantas germinarem. Isso quer dizer que o pregador deve passar a mensagem para as pessoas, mas a conversão não é obra dele e sim do Espírito Santo.
Jesus contou essa parábola porque seus discípulos lhe cobravam  uma ação mais concreta pois tinham a ideia errada que o Messias seria como Moisés, cabendo-lhe libertar fisicamente o povo judeu da opressão do Império Romano. Jesus veio sim libertar seu povo, mas da escravidão do pecado – seu Reino era espiritual e não material.
Essa parábola procura passar confiança para os ouvintes: o resultado final - a colheita - virá e tudo sempre irá ocorrer de acordo com os planos de Deus.  
As parábolas do fermento e do grão de mostarda nos trazem um importante ensinamento a respeito da consolidação do Reino de Deus. 

A parábola do fermento enfatiza o poder transformador da Palavra de Deus: uma pequena quantidade de fermento leveda toda a massa. Já na parábola da mostarda fala de uma semente muito  pequena que cresce até virar uma enorme árvore. O ensinamento aí é que o potencial de crescimento do Reino é gigantesco: poucas pessoas, mesmo as mais simples, dedicadas realmente a difundir a palavra podem causar um enorme impacto na sociedade. E foi exatamente isso que aconteceu na história do cristianismo.
 Em outra ocasião tratarei dos perigos para o Reino, onde Cristo nos alertou através das parábolas do joio e do trigo e da rede.

Ku Klux Klan e as igrejas evangélicas


por Lucas Ajudarte

Caso eu dissesse que uma igreja evangélica, é racista, ou fascista, parece estranho nos dias de hoje, principalmente no Brasil, onde existe uma pluralidade cultural muito desenvolvida, demonstrarei agora, um fato triste da igreja evangélica, e seu passado, de certa forma estudos como esse, nos ajudam a enxergar o contexto da religião, e das crenças denominacionais, e entendermos como elas desenvolveram-se.


O que é o Ku Klux Klan? É uma organização considerada politica, que defende o conservadorismo, e o nativismo, que apega-se em primário, com a raça ariana, e branca em geral, o movimento é basicamente evangélico, onde o membro é proibido de pertencer a raça negra, ou mesmo envolver-se com negros, católicos, e judeus. O Ku Klux Klan também assumiu bandeiras anticomunistas, eles consideram o comunismo uma aberração, e são apoiadores do terrorismo cristão, da raça branca e da religião evangélica como superiores as outras. O evangélico Ku Klux Klan Era quase meia-noite de 16 de outubro de 1915, quando o pregador metodista William Joseph Simmons e pelo menos outros 15 homens escalaram a Montanha de Pedra na Geórgia. Eles construíram um altar, incendiaram uma cruz, fizeram um juramento de fidelidade ao “Império Invisível” e anunciaram o renascimento da Ku Klux Klan. O movimento ganhava força, abraçado pelas igrejas evangélicas americanas que tinham com o intuito, permanecer o domínio sobre a raças negras, indígenas, e outras raças que eram vistas pela raça branca dominante, como as igrejas evangélicas desde sua fundação tiveram o intuito de ajudar a classe dominante da sociedade, a alienar a opinião popular controlando as massas. Vemos exemplos bem contundentes nos dias de hoje, como por exemplo a situação politica atual do Brasil, quando o terreno politico estava favorável a esquerda no começo dos anos 2000, pastores como Silas Malafaia, RR Soares, entre outros de renome, aproximaram-se da esquerda, mas depois que sua força caiu, eles colaram novamente na direita, com Aécio Neves, e depois Bolsonaro. Essa é uma tendencia, as lideranças religiosas tendem a sempre estar próximos dos dominantes, querendo alienar as massas, estando certo ou estando errados. 

Culto do Ku Klux Klan na Igreja Metodista 


 Rev. Jesse David Pontius (1879-1955), chamado como pastor pela congregação da Primeira Igreja Cristã de Chariton (Discípulos de Cristo). O campanário dessa igreja é pouco visível no fundo do instantâneo. Ficou no que agora é o estacionamento da Casa Funerária Pierschbacher. O Rev. Sr. Pontius anteriormente serviu a Humeston Christian Church por cinco anos e também serviu como diretor das escolas de Humeston durante os últimos dois anos de sua permanência lá. Assembleia de Deus e a Ku Klux Klan 

Os movimentos pentecostais, em sua origem, a grande maioria, jamais confrontou a presença do domínio do estado, contanto que eles possam existir, não importa o que o estado faça, se ele mata, ou rouba, os pastores de renome, sempre prevalecem em silencio, como o protestantismo foi o movimento em destaque nos Estados Unidos, a religião mantem a ordem do estado.


A teologia por trás do Ku Klux Klan 

Para manter ativa, os pensamentos dessa seita, e seu envolvimento com os cristãos, é necessário "usar" a bíblia para dar legitimidade a matança e sua caçada racista, basicamente o KKK, afirmava que os descendentes de Cam, um dos filhos de Noé, que foi amaldiçoado por Deus, por ter zombado de seu pai, são a raça negra, basicamente eles associam, o mapa das nações, presente na biblia, como referencia a sua doutrina de pura maldade. Resposta bíblica: "Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: "Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro". Isso para que em Cristo Jesus a bênção de Abraão chegasse também aos gentios, para que recebêssemos a promessa do Espírito mediante a fé. " Gálatas 3:13-14 

Marcos Feliciano reproduzindo o Ku Klux Klan no Brasil 

Há alguns anos, o polemico pentecostal, Marcos Feliciano, trouxe em territórios tupiniquins, uma teologia que sua absurda, ele afirmou publicamente que a raça negra é amaldiçoada por Deus, por serem os descendentes de Cam. A mesma referencia fascista apresentada pelo Ku Klux Klan. Eles ainda estão fortes nos Estados Unidos. Ku Klux Klan moderno Há pouco tempo, um ato pró Ku Klux Klan, foi feito nos Estados Unidos, milhares de pessoas, desfilaram contra os negros, e criticaram contra a figura de Martin Luther King Jr. O grupo ainda é muito forte, nos estados confederados, e possuem membros até mesmo na administração do governo Trump.

Tesouros escavados por padres franciscanos


Dentro da nova ala arqueológica do Museu Terra Santa de Jerusalém, os visitantes são guiados por uma ponte que cruza uma cisterna de águas profundas, construída há quase mil anos. Escondido sob um mosteiro franciscano dentro das muralhas da Cidade Velha (centro histórico da cidade de Jerusalém), o museu oferece em sua localização uma viagem pelo passado de Jerusalém e da ordem religiosa dedicada a preservá-lo.

"Tudo isso estava cheio de terra", disse o diretor do museu e frade franciscano, reverendo Eugenio Alliata, em seu manto marrom e sandálias.

Olhando para cima enquanto caminhava, eu o segui até uma sala de pedra do século 13, provavelmente uma oficina usada pelos cruzados que governavam a Cidade Santa naquela época, como explicou o reverendo. Esta sala – que agora contém uma pedra esculpida que antes ficava no alto de uma coluna em um dos luxuosos palácios do rei Herodes, nos arredores de Jerusalém – também estava, até recentemente, cheia de terra.

Mas um projeto de restauração de vários anos transformou este labirinto subterrâneo - construído e reconstruído em várias camadas desde o tempo do rei Herodes no século 1 até os sultões mamelucos no período medieval – em um museu que conta não apenas a história de Jerusalém, mas também a história das descobertas arqueológicas da Ordem Franciscana, feitas em todo o território israelense, nos territórios palestinos, no Egito e na Jordânia no último século.

Por mais de 100 anos, frades franciscanos realizaram dezenas de escavações em alguns dos locais cristãos mais famosos da região, incluindo Nazaré, Belém e aqui no complexo do Mosteiro da Flagelação, que tem sido um local de peregrinação desde o século 4.

"A arqueologia é importante porque nos mostra como as pessoas viviam, e precisamos disso para entender o passado, para entender nossas tradições", disse Alliata, que também é arqueólogo e escavou alguns dos itens exibidos. "Peregrinos e visitantes precisam ver essas coisas."



Abertura ao público

Mas até recentemente isso não era fácil. As dezenas de milhares de artefatos que os franciscanos coletaram ao longo dos anos estavam armazenados no Studium Biblicum Franciscanum, uma divisão da Pontifícia Universidade Antonianum fundada em 1924, dedicada à pesquisa arqueológica e bíblica. Tecnicamente formando o mais antigo museu arqueológico da cidade. O acervo só estava disponível para o público com hora marcada, e a maioria eram acadêmicos.

"Realmente não era muito acessível", lembrou Masha Halevi, que visitou o centro de pesquisa muitas vezes em 2010, enquanto trabalhava em sua tese de doutorado em geografia na Universidade Hebraica de Jerusalém e em vários artigos acadêmicos que vieram depois sobre ordens religiosas e arqueologia.

Alliata me conduziu através do museu, passando por uma coluna entalhada com pombas de um monastério do século 4 na atual Jordânia, por grandes pedaços de mosaicos coloridos de mosteiros do deserto egípcio e grandes caixões de pedra marcados com cruzes. Vitrines foram preenchidas com moedas antigas, incluindo os meio-shekels mencionados na Bíblia, sementes de uva e caroços de azeitona de 2.000 anos de idade, e utensílios, como pratos e xícaras, usados na vida cotidiana.

O museu está alojado dentro do Mosteiro da Flagelação


Tornar públicos esses artefatos antigos na ala de arqueologia do Museu Terra Santa, inaugurada em 2018 e que em breve será ampliada, faz parte de uma tendência de aumento do envolvimento do público entre os franciscanos, que recentemente abriram a grande biblioteca do Mosteiro de São Salvador de Jerusalém à visitação e criaram um catálogo on-line para ela, como parte de um esforço contínuo para renovar vários locais sagrados em toda a região.

Essas mudanças estão acontecendo enquanto Israel experimenta um aumento no número de turistas, com cerca de quatro milhões de pessoas visitando o país em 2018. Um recorde, de acordo com o Ministério do Turismo.

De fato, foi durante uma alta anterior no turismo e interesse na Terra Santa, no século 19, que a Ordem Franciscana começou a se dedicar à arqueologia.

No Oriente Médio, os estudos arqueológicos começaram a se intensificar e atrair mais atenção para os debates sobre a história bíblica no final do século 19. Atualmente, os franciscanos, que, desde o século 13, são encarregados de preservar as propriedades da Igreja Católica e de auxiliar peregrinos cristãos na Terra Santa, decidiram abraçar a arqueologia e se unir ao crescente debate público e acadêmico sobre essa ciência.

"A história encontra seu apoio mais firme na arqueologia", escreveu o reverendo Prosper Viaud, um dos primeiros frades franciscanos a fazer parte de uma escavação, participando dos trabalhos sob a atual Igreja da Anunciação de Nazaré, em 1889.

A escavação expôs uma estrutura antiga, que ilustrou uma longa história de devoção naquele lugar. "Segui este caminho não porque sucumbi a um pensamento científico vazio, mas por causa de uma verdadeira vontade de encontrar a devoção dos peregrinos e fazê-los conhecer melhor a igreja de Nazaré."

Escavações

No início do século 20, os franciscanos começaram a escavar em torno de muitas de suas igrejas e mosteiros, publicando livros com os resultados e construindo uma enorme biblioteca de artefatos em Jerusalém. Desde 1924, o Studium Biblicum Franciscanum opera ininterruptamente como uma das várias instituições de pesquisa arqueológica que vêm surgindo em Jerusalém, incluindo o Instituto Albright de Pesquisa Arqueológica, a Escola Britânica de Arqueologia, o Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica e a Escola Bíblica e Arqueológica francesa, fundada pela Ordem Dominicana em 1890.

As escavações dos arqueólogos franciscanos - do monte Nebo, o topo da montanha jordaniana, tido como o lugar de onde Moisés teria visto pela primeira vez a Terra Prometida bíblica, à cidade de Cafarnaum, que ficava às margens do Mar da Galileia – ofereceram importantes contribuições para a arqueologia na região. Hoje muitos arqueólogos locais se sentem em dívida com os franciscanos.

"A pesquisa deles é uma peça importante do enorme quebra-cabeça arqueológico em Israel", disse Dina Avshalom-Gorni, arqueóloga da Autoridade de Antiguidades de Israel (órgão do governo israelense) que trabalhou com arqueólogos franciscanos em várias escavações. "Apesar de suas crenças religiosas, a pesquisa que eles produzem é realmente pura arqueologia. Eles nos dão fatos e eu posso confiar neles."

Reverendo Eugenio Alliata: "Você tem que saber sobre o dia a dia da época para realmente entender Jesus, para entender as parábolas"

Para os franciscanos, a arqueologia continua sendo uma ferramenta valiosa para envolver o público e ajudá-los a entender o contexto das histórias contadas na Bíblia. "Você tem que saber sobre o dia a dia da época para realmente entender Jesus, para entender as parábolas", defende o reverendo Alliata.

Em outra sala do museu, Alliata apontou para uma vitrine contendo vasos feitos de delicado alabastro, considerado um material de luxo no mundo antigo e raro de se encontrar intacto. Ele relatou a história do Novo Testamento sobre uma pobre mulher derramando perfume de um vaso de alabastro na cabeça de Jesus. Ver o delicado vaso de alabastro ajuda a entender o nível de generosidade e sacrifício financeiro que esta mulher fez para Jesus.

Caminhando para fora da escura ala arqueológica subterrânea, Alliata atravessou um pátio de pedra ensolarado onde um grupo de turistas estava ouvindo um guia explicar como este era o lugar onde Jesus teria sido condenado e entregue para ser crucificado. Aquele dia era a segunda das 14 Estações da Cruz ao longo da famosa Via Dolorosa, ou Via Sacra, que leva à Basílica do Santo Sepulcro, considerada por muitos cristãos como o lugar onde Cristo teria sido crucificado e sepultado.

Não é de se estranhar que as escavações dos franciscanos levantem mais perguntas do que respostas sobre os eventos bíblicos e a antiga vida judaica e cristã na Terra Santa.

Segundo Alliata, a maioria dos arqueólogos franciscanos está mais interessada em aprender, em vez de provar histórias específicas. No local da Igreja da Natividade em Belém, tido como o local do nascimento de Jesus, os artefatos escavados mais antigos datam do século III, quase 200 anos após o nascimento de Jesus.