LOCAL DO ENCONTRO ENTRE ABRAÃO E MELQUISEDEQUE É ENCONTRADO

Local do encontro entre Abraão e Melquisedeque é encontrado por Arqueólogo e Cientista chora. Local do encontro entre Abraão e Melquisedeque é encontrado por Arqueólogo e mundo surpreende. Os restos de um altar que ele encontrou em Jerusalém são o ponto onde Abraão encontrou o sumo sacerdote Melquisedeque, como lemos em Gênesis para um arqueólogo israelense .
Para Eli Shukron, que tem trabalhado com achados na cidade de Davi há muitos anos, esta é uma das suas descobertas mais importantes.


“Estamos em um lugar muito, muito importante. Volte para Melquisedeque. Volte para o tempo de Abraão. Entenda de que maneira essas pessoas estão adorando a Deus no começo”, disse Shukron ao site CBN News.
O arqueólogo lembra que em outros povos como no Egito e Mesopotâmia a adoração era feita em templos, com ouro e ídolos, mas apenas os hebreus usavam pedras.“A pedra é a casa de Deus, não há ouro nem diamantes, tudo é simples, é o que Deus quer que sejamos, simples. É fantástico. Por quê? Por que razão? Para nos conectar com Deus”, declarou Shukron.

O ESTUDIOSO DIZ QUE ALI HÁ A COMBINAÇÃO DO ALTAR PARA O SACRIFÍCIO, O CANAL DO SANGUE, O PREGO DO AZEITE PARA O ÓLEO DA UNÇÃO, O LUGAR PARA AMARRAR OS ANIMAIS DO SACRIFÍCIO. A DESCRIÇÃO DESSE ENCONTRO ESTÁ EM GÊNESIS 14 QUE DIZ: “ENTÃO MELQUISEDEQUE, REI DE SALÉM, TROUXE PÃO E VINHO; ELE ERA O SACERDOTE DO DEUS ALTÍSSIMO. E ABENÇOOU-O E DISSE: BENDITO SEJA ABRÃO DO DEUS MAIS SUBLIME, POSSUIDOR DO CÉU E DA TERRA; E ABENÇOADO SEJA O DEUS ALTÍSSIMO, QUE ENTREGOU SEUS INIMIGOS EM SUAS MÃOS. E ELE DEU A ELE UM DÍZIMO DE TUDO.”

A bênção do pão e do vinho é uma tradição e um estilo de vida que continua cerca de 4000 anos depois, como explica o arqueólogo, e a entrega do dízimo é uma forma de adoração.
“O que estamos fazendo hoje? O judeu, o cristão… O que estamos fazendo? Estamos abençoando o pão e o vinho de uma maneira diferente, mas abençoando o pão e o vinho”, disse Shukron.
“Onde tudo começou? Aqui na cidade de Davi, no Templo de Melquisedeque . Este é o lugar. É onde estamos e isso é incrível para entender isso”, completou

TEMPLO EGÍPCIO DE 2 MIL ANOS É ENCONTRADO NAS MARGENS DO RIO NILO

O lugar teria sido construído durante o reinado de Ptolomeu IV e seria uma homenagem ao deus egípcio da fertilidade
Trabalhadores da construção civil que faziam escavações para a implementação de uma rede de esgotos, na cidade egípcia de Tama, descobriram algo inacreditável: um templo de 2.200 anos da dinastia de Ptolomeu IV.
Segundo o Ministério de Antiguidade do Egito, a construção foi interrompida imediatamente para que os arqueólogos pudessem averiguar o local, próximo às margens do Rio Nilo. Até agora, foram encontradas algumas paredes que possuem decorações dedicadas a Hopi, deus egípcio da fertilidade e a quem os antigos egípcios prestavam homenagens e faziam oferendas para que a colheita fosse abundante.
Algumas das gravuras mostram Hopi carregando oferendas enquanto era cercado por pássaros e outros animais. Além disso, hieróglifos mencionam Ptolomeu IV, o que pode indicar que ele foi responsável pela construção do templo religioso.
Registros históricos dão conta de que o reinado de Ptolomeu IV não foi bem-sucedido, já que o faraó estava mais interessado em festejar e fingir ser um artista do que administrar um reino. Ele supostamente terceirizou a maior parte de seu trabalho e por pouco não perdeu o território de Celessíria (atualmente a região abrange partes do Líbano e da Síria) para rivais do Império Selêucida.
Os ptolomeus eram gregos macedônios que governaram o Egito de 305 a.C. a 30 a.C., assumindo frequentemente os símbolos reais e religiosos de antigos governantes egípcios. A monarca mais famosa dessa dinastia foi Cleópatra, que governou de 51 a.C até 30 a.C. Após sua morte, o Egito se tornou uma província do Império Romano. 

O Partenon, Atenas

O Partenon fica na área sul da Acrópole de Atenas e foi dedicado às deusas Athena. O nome "Parthenon" se refere ao epíteto "parthenos" de Athena, que significa virgem. A estrutura foi construída entre 447 e 432 aC, pelos arquitetos Callicrates e Ictino, sob a supervisão de Phidias, que também foi encarregado da decoração escultórica.

Resíduos de cobre de 3.000 anos provam que reino bíblico existiu


Escavações de antigas minas de cobre acrescentaram peso ao relato bíblico de um reino que existia antes de Israel – uma grande descoberta para uma região onde a arqueologia é tão importante histórica e politicamente.
Análises das minas de cobre em Edom – uma área histórica nas modernas nações da Jordânia e Israel ao sul do mar Morto – são vistas como evidência de que o estado mencionado no primeiro livro da Bíblia cristã, o Gênesis, existiu. Edom aparece no livro como um estado que existia "antes dos reis governarem os filhos de Israel".
A palavra hebraica Edom significa "vermelho", e o nome da área está associado a Esaú, o filho mais velho do patriarca Isaac, porque ele tinha um olhar avermelhado no nascimento. Aliás, a paisagem montanhosa de Edom brilha com uma tonalidade avermelhada.
A terra é rica em cobre e já foi o lar de muitos em busca de minas de cobre. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade de Tel Aviv estudaram pilhas de resíduos deixadas nas minas de cobre nos dois principais centros de produção, Faynan e Timna, localizados a cerca de 100 quilômetros de distância um do outro.

Produção de cobre

A pesquisa concluiu que o início da produção de cobre provavelmente começou na região com o Novo Reino Egípcio, então superpotência regional, por volta do século XIII a.C.
Os egípcios teriam sido levados a abandonar Edom após o declínio da civilização em meados do século XII a.C., quando o Mediterrâneo Oriental atravessava o período misterioso do colapso da Idade do Bronze Final. No entanto, a produção de metais ainda continuou em Edom após a saída do Egito "em uma escala industrial" e até melhorou.
Uma comparação entre os dados de Faynan e Timna mostrou que os dois locais deram um "salto tecnológico" na tecnologia de fundição ao mesmo tempo, algo que os pesquisadores dizem indicar que ambos eram geridos por uma autoridade central.
"O impressionante acordo síncrono entre a tecnologia em Timna e Faynan, evidente já no século XI a.C. [...] sugere que um órgão político abrangente já existia na região neste momento", diz o estudo. "Uma maior centralização deste corpo político é evidente nas mudanças observadas em relação a 1000 a.C.".

Discussão científica

Os dois locais teriam começado simultaneamente a introduzir fortificações, o que foi provavelmente ditado pela necessidade de defesa do Estado contra inimigos externos.
Esta nova teoria desafia a visão de muitos arqueólogos de que a terra foi povoada por uma aliança perdida de tribos na virada do primeiro milênio a.C., e se enquadra na história bíblica de um reino edomita.
Não há consenso universal sobre as conclusões do estudo. "Podem os nômades do deserto, mesmo uma formação territorial de nômades do deserto, sem centros urbanos, ser descritos como um 'reino'?", indagou Israel Finkelstein, um arqueólogo da Universidade de Tel Aviv ao The Times.
O professor Tom Levy, da Universidade da Califórnia, autor do estudo, ressaltou que a pesquisa se baseou em uma arqueologia mista com ciência da computação, engenharia e ciências naturais.
"Os dados nos levaram a um lugar onde o registro arqueológico realmente coincide com muitos aspectos da Bíblia Hebraica e do Edom bíblico. Isto foi uma surpresa para nós", concluiu o professor.

A busca pela mãe de todas as línguas

Os 3 mil idiomas atuais podem ter a mesma origem. Na busca pela lingua-mãe, pesquisadores descobrem semelhanças incríveis que talvez não sejam coincidências.

Recolhido a seus aposentos numa certa noite do final do século VII a.C., Psamético, um dos últimos faraós do Egito, que reinou de 664 a 610 a.C., refletia sobre as línguas que os homens falavam. Sua riqueza e diversidade, as semelhanças e as diferenças entre as palavras, as pronúncias, as inflexões de voz, tudo o fascinava – principalmente a idéia de que essa multiplicidade tinha uma origem comum, uma língua mãe falada por toda a humanidade num tempo muito remoto, como afirmavam as lendas da época. O faraó imaginou então uma experiência engenhosa e cruel. Convencido de que, se ninguém ensinasse os bebês a falar, eles se expressariam naquele idioma original, determinou que dois irmãos gêmeos fossem tirados da mãe logo ao nascer e entregues a um pastor para que os criasse. O pastor recebeu ordens severas, sob pena de morte, de jamais pronunciar qualquer palavra na presença das crianças.

Quando completaram 2 anos, o faraó mandou que se deixasse de alimentá-las, na suposição de que a pressão da fome faria com que pedissem comida em sua “língua natural”. Não se sabe bem o que aconteceu, mas tudo indica que o pastor, movido pela compaixão, não fez exatamente o que lhe havia sido ordenado. Pois o inverossímil relato enviado ao faraó informava que um dos meninos, faminto, havia pedido pão em cíntio, idioma falado antigamente na região que viria a ser a Ucrânia, na União Soviética. Assim, satisfeito com o desfecho da impiedosa pesquisa, Psamético decretou que o cíntio era a língua original da humanidade. Por incrível que pareça, a experiência seria repetida dezenove séculos mais tarde. O idealizador foi o rei germânico Frederico II (1194-1250), que pelo visto não se convenceu das conclusões do faraó. Certamente vigiado mais de perto, o experimento resultou no inevitável: os dois gêmeos morreram.
De Psamético I aos dias de hoje, passando por Frederico II, muitos outros homens igualmente curiosos se perguntaram qual teria sido e como seria possível reviver o idioma do qual brotaram todos os demais. Essa indagação se transformou modernamente numa área de pesquisa de ponta em Linguística, a ciência que estuda a evolução das línguas, suas estruturas e possíveis inter-relações no quadro histórico e social. Os estudos viriam confirmar a crença dos antigos. Segundo o linguista Cidmar Teodoro Pais, da Universidade de São Paulo, a comparação entre as várias línguas do planeta, tanto as ainda faladas quanto as já desaparecidas, revela efetivamente algumas características comuns que apontam para a possível existência de uma língua primeira, mãe de todas. Nesse ponto, a Linguística parece se afinar com as mitologias que descrevem a dispersão das línguas pelo mundo.
A mais conhecida delas é a história bíblica da Torre de Babel. Segundo o Antigo Testamento, a multiplicação das línguas foi um castigo de Deus à pretensão dos homens de construir uma torre cujo topo penetrasse no céu. As lendas chinesas contam que a divisão da língua original fez com que o universo “se desviasse do caminho certo”. Na mitologia persa, Arimã, o espírito do mal, pulverizou a linguagem dos homens em trinta idiomas. E um dos livros sagrados dos maias, o Popol Vuh, lamenta: “Aqui as línguas da tribo mudaram – sua fala ficou diferente. (…) Nossa língua era uma quando partimos de Tulán. Ai! Esquecemos nossa fala”.
Hoje muitos linguistas estão empenhados em passar da lenda à verdade histórica, mas a tarefa é de extrema dificuldade. O exercício da Linguística como ciência, por sinal, está longe de ser uma atividade simples ou compensadora. Ao contrário, linguistas freqüentemente passam anônimos pelo mundo, ao contrário de outros escavadores do passado humano, como os arqueólogos e paleontólogos. Grandes nomes da Linguística deste século, os franceses Ferdinand de Saussure, Émile Benveniste e o americano Noam Chomsky são ilustres desconhecidos para o público leigo. “Definitivamente”, resigna-se o linguista Flávio di Giorgi, da Universidade Católica de São Paulo, “esta ciência que se faz debruçado sobre manuscritos antigos, inscrições ou reconstituições de línguas não tem qualquer vocação para ser popular.”

Para quem gosta, porém. é um prato cheio. “Já me diverti muito estudando Linguística”, conta Teodoro Pais, um professor de óculos de lentes grossas, fala mansa e hábitos metódicos, no ramo há 30 de seus 50 anos de vida. Afinal, os atuais 5 bilhões de seres humanos se comunicam recorrendo a um estoque de cerca de 3 mil línguas espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Essas, mais outros milhares já esquecidas que deixaram algum tipo de registro escrito, foram agrupadas em doze famílias linguísticas importantes e cinqüenta menos importantes.

Essas duas grandes arrumações familiares aparentemente nada têm em comum – e eis aí a suprema dificuldade dos pesquisadores: eles farejam semelhanças onde o que salta aos olhos são diferenças. As buscas, contudo, têm o estímulo das barreiras já derrubadas. Quem diria, por exemplo, que há algum parentesco, embora remoto, entre o português e o sânscrito, uma língua falada na Índia há milhares de anos, e ainda a sua versão moderna, o hindi? E, no entanto, o parentesco existe.

Descobriram os linguistas que esses idiomas descendem de um mesmo e único tronco, o indo-europeu, pertencendo portanto à grande família das línguas indo-européias que inclui também o grego, o armênio, o russo, o alemão, entre muitas outras. Hoje, aproximadamente a metade da população mundial tem como língua nativa um idioma dessa família. Foi justamente a descoberta do parentesco entre o sânscrito e as línguas européias, no século XVIII, que fez nascer a Linguística histórica, dedicada a investigar essas similaridades. A tese da origem comum foi proposta em 1786 por Sir William Jones, um jurista inglês cujo passatempo era estudar as culturas orientais. A partir de então, os linguistas europeus passaram a se dedicar a duas tarefas: uma, refazer passo a passo a árvore genealógica dessa família, trilhando a história de sua evolução, outra, reconstituir a língua perdida que dera origem a todas, o indo-europeu. Esse trabalho não se faz às cegas, ou por ensaio e erro. A pesquisa percorre o caminho aberto pelas leis linguísticas, resultantes de outros estudos, que mostram como os sons e os sentidos das palavras evoluem com o tempo, promovendo a transformação das línguas. Essas leis são estabelecidas a partir de comparações entre palavras. Por exemplo, do latim lacte e nocte vieram as formas leite e noite. Comparando-se os termos, percebe-se que o “c” das palavras em latim virou “i” nos vocábulos em português. No século passado, o trabalho dos linguistas se apoiou fortemente numa lei formulada em 1822 pelo alemão Jacob Grimm (1785-1863), mais conhecido pelos contos de fadas que escreveu com seu irmão Wilhelm, entre os quais Branca de Neve e os sete anões.

A lei de Grimm afirmava ser possível prever como alguns grupos de consoantes se modificariam com o tempo nas línguas indo-européias. Entre outras coisas, ele dizia que uma consoante forte ou sonora (pronunciada fazendo-se vibrar as cordas vocais) tendia a ser substituída por sua equivalente fraca ou surda (pronunciada sem vibração das cordas vocais). O “b” e o “p”constituem um par desse tipo, assim como o “d” e o “t”. “B” e “d ” são fortes, “p” e “t” são fracas, como se pode comprovar, pronunciando-os com a mão na garganta. Com base nessas leis, foi possível mostrar, por exemplo, que a forma dhar em sânscrito, que significa puxar, trazer, originou o inglês draw, o alemão tragen, o latim trahere e o português trazer, todos com significado semelhante. O “d” da palavra em sânscrito virou “t” nas outras línguas. Pode-se concluir ainda que a palavra em inglês evoluiu menos que nas demais, pois se manteve fiel ao som original do sânscrito.

Os linguistas puderam assim “estabelecer um modelo confiável das relações familiares entre as línguas”, conta o paulista di Giorgi, “construindo um modelo bastante aceitável do que teria sido a língua ancestral – o proto-indoeuropeu.” O que se ambiciona, porém é uma descoberta muito maior. Dispondo das reconstituições dos ancestrais de grande parte das famílias mais importantes, os linguistas tentam achar relações entre as próprias protolínguas. O primeiro e maior obstáculo é justamente o material de que dispõem. Apesar de resultarem de cuidadosa montagem científica, as protolínguas não passam de modelos, pouco mais que sombras do que terão sido as línguas antigas. Algo como um dinossauro de museu em relação ao bicho verdadeiro.

“Nesse ponto, a análise avança com base na cultura, pois não se dispõem mais de documentos escritos”, explica Teodoro Pais, da USP, que conhece sânscrito e gostava de trocar cartas com os colegas em proto-indo-europeu. Toda língua produz e reflete cultura e não é à toa que, fundamentados nas palavras reconstituídas da protolíngua, os pesquisadores podem inferir com razoável margem de confiança os hábitos do povo que a falava. Com esses dados é possível construir pontes até outros grupos aparentemente não relacionados. Por exemplo, tanto nas línguas indo-européias quanto no grupo semítico, as palavras homem e terra originalmente se confundem. Em hebraico, são respectivamente adam e adamah, ambas derivadas de uma raiz comum em proto-semítico.

Em proto-indo-europeu, a palavra dheghom tem os dois significados. A parte final originou o latim homo (homem) e humus (terra, solo). Assim, embora não haja parentesco etimológico algum entre as palavras semíticas e indo-européias, é clara a semelhança quanto à maneira de pensar e classificar o mundo entre as populações de ambos os grupos linguísticos. As mais recentes descobertas da Arqueologia e até da Genética conduzem à mesma idéia: é possível agrupar as grandes famílias em famílias ainda maiores, um avanço formidável na busca da língua-mãe. Há mais de vinte anos, os linguistas russos Vladislav M. Illich Svitch e Aron Dolgopolsky propuseram que o indo-europeu, o semítico e a família das línguas dravídicas da Índia poderiam fazer parte de uma superfamília, chamada então nostrática. Na época, o trabalho foi encarado com desconfiança. Depois, ganhou alguma aceitação nos meios científicos. Há pouco, enfim, uma descoberta da Genética parece ter dado nova projeção ao trabalho dos soviéticos.

A partir de análises de grupos sangüineos de várias populações, a equipe do geneticista Allan C. Wilson, da Universidade da Califórnia. em Berkeley, concluiu que há um grande parentesco genético entre os falantes das línguas indo-européias, semíticas e dravídicas. Isso quer dizer que, ocupando uma vastíssima porção do planeta, da Ásia às Américas, eles têm mais em comum entre si do que, digamos, com os japoneses ou os esquimós. Essa descoberta coincide de forma espantosa com a teoria da superfamília nostrática. Em outra frente, pesquisas arqueológicas e linguísticas estão finalmente determinando o local de origem do proto-indo-europeu-um dos objetivos dos linguistas desde o século passado.

Até os anos 40, os pesquisadores acreditavam que o berço do indo-europeu estava situado no norte da Alemanha e da Polônia. Essa teoria, sustentada por deduções bastante ingênuas, foi usada nada ingenuamente pelos nazistas para confirmar sua teoria de que a raça tida como pura dos arianos surgira ali mesmo. Os linguistas imaginavam que, se fosse possível estabelecer um pequeno vocabulário comum à maioria da línguas indo-européias, estariam diante de algumas palavras localizadoras, sobreviventes do proto-indo-europeu, em cuja terra natal seriam ainda faladas. Uma dessas tentativas estabeleceu três palavras localizadoras – tartaruga, faia (uma árvore) e salmão. O único lugar onde todas elas podiam ser encontradas era uma área da Europa Central entre os rios Elba, Oder e Reno, na Alemanha, de um lado, e o Vístula, na Polônia, de outro. Ali havia salmões, tartarugas e faias. Não havia tartarugas ao norte da fronteira alemã, faias a leste do Vístula nem salmões a oeste do Reno. O método acabou desacreditado, pois muitas das palavras localizadoras estão sujeitas a mudanças de sentido, não sendo portanto instrumentos confiáveis.

As pesquisas mais recentes afirmam que o proto-indo-europeu era falado há cerca de 6 mil anos na Ásia e não na Europa Central. Dois trabalhos, um do americano Colin Renfrew, outro dos soviéticos Thomas Gamkrelidze e V.V. Ivanov, concordam ao apontar o berço do indo-europeu como o planalto da Anatólia, uma região que vai da Turquia à República da Armênia, que faz parte da União Soviética. Dali, movidos pela busca de terras férteis e de novos campos de caça, os indo-europeus migraram, há uns cinco milênios, seja para a Europa, seja para a Ásia. A corrida à procura da língua-mãe está apenas começando mas desde já nessa aventura científica não faltam algumas descobertas insólitas.

Uma delas é a incrível semelhança de palavras entre as línguas indígenas da América pré-colombiana e idiomas falados pelos povos do Mediterrâneo e Oriente Médio. Por exemplo, os índios araucanos do Chile usam a mesma palavra que os antigos egípcios, anta, para designar o Sol e a mesma palavra que os antigos sumérios, bal, para machado. A palavra araucana para cidade é kar, semelhante a cidade em fenício, que é kart. Há mais: a palavra maia thallac, que designa “o que não é sólido”, é semelhante a Thallath, o nome da deusa do caos na antiga Babilônia. Curiosamente, thallac lembra ainda thalassa, mar em grego, e Tlaloc, o deus asteca da chuva. Shapash, o deus-sol dos fenícios, é também o deus-sol dos índios klamath, no Oregon, Estados Unidos. Essas misteriosas semelhanças escapam a qualquer tentativa de classificação. Mas, como disse certa vez Albert Einstein, o mistério é a fonte de toda verdadeira ciência. Desde que, para resolvê-lo, não seja preciso negar comida a crianças, como fizeram um faraó egípcio e um rei germânico.

FONTE: SUPER INTERESSANTE.

Descoberta traz evidências da existência de Golias

A cidade de Gate, descrita na Bíblia Sagrada como “lar dos gigantes”, entre eles Golias, está sendo escavada por uma equipe de arqueólogos, que descobriram enormes fortificações milenares com tamanho sem precedentes para seu tempo e lugar. As descobertas, com idade estimada superior a três mil anos, são ruínas monumentais encontradas sob os restos de uma camada mais superficial e já bem explorada pelos pesquisadores no assentamento filisteu, indicando que trata-se de uma cidade mais antiga que foi parcialmente ou completamente construída pelas gerações subsequentes.
Para os pesquisadores, a cidade em que Golias nasceu aparentemente seria essa das ruínas localizadas somente agora, e não aquela sob investigação arqueológica por décadas.

Segundo informações do portal israelense Haaretz, a descoberta sugere que Gate estava no auge de seu poder muito antes do que se pensava, colocando seu auge na época em que a cidade aparece fortemente na narrativa bíblica como um feroz rival dos primeiros israelitas, bem como a cidade natal de Golias e outros guerreiros bíblicos descomunais.
“Eu tenho cavado aqui por 23 anos, e este lugar ainda consegue me surpreender”, declarou o arqueólogo Aren Maeir, professor da Universidade Bar-Ilan e líder da expedição em Gate. “O tempo todo nós tivemos essa cidade gigante e mais velha que estava escondida a apenas um metro sob a cidade que estávamos cavando”, acrescentou, demonstrando sua surpresa com a descoberta atual.

Localizado no sul de Israel, o local é hoje conhecido como Tell es-Safi, caracterizado por por um monte, em grande parte constituído pelas ruínas estratificadas de múltiplos assentamentos de outros povos. Os achados em Tell es-Safi vão desde os restos mortais datados de cinco mil anos antes de Cristo, até um castelo medieval dos cruzados e uma moderna aldeia árabe destruída na Guerra da Independência de 1948 em Israel. A maioria dos estudiosos aceita a identificação deste local como a cidade bíblica de Gate, em grande parte devido à sua localização e aos principais vestígios da era filistéia encontrados ali. Essa cidade é mencionada na Bíblia mais vezes que qualquer uma das cinco principais cidades filistéias (as outras quatro são Ascalão, Asdode, Ecrom e Gaza). Diz-se que Gate hospedou a Arca da Aliança por um breve tempo depois que os filisteus a capturaram dos israelitas (I Samuel 5: 8) e é onde Davi se escondeu duas vezes do rei Saul, eventualmente se tornando um mercenário para o governante da cidade, Aquis (I Samuel 21 e I Samuel 27).

2 -Cidade oculta:

Os arqueólogos cavaram assentamentos filisteus por décadas, descobriram templos, casas de tijolos de barro e enormes prensas de óleo que formam a imagem de uma cidade movimentada que se estende por 50 hectares, com uma população estimada entre cinco e dez mil pessoas.

“Esta foi a maior cidade filistéia e provavelmente uma das maiores do Levante da Idade do Ferro”, declarou o professor Maeir. “Cidades maiores só foram encontradas fora do Levante, como no Egito e na Mesopotâmia”, pontuou.

Essas ruínas filisteias foram datadas de um período chamado a Idade do Ferro IIA, aproximadamente do final do século 10 aC até o final do século IX aC, quando a cidade foi destruída em uma conflagração, provavelmente na conquista da área pelo rei dos Arameus, Hazael, por volta de 830 aC – um evento registrado na Bíblia (II Reis 12:17).

Gate nunca se recuperou desse golpe: foi mais tarde reconstruída como um pequeno assentamento judaico, mas foi destruída novamente pelos assírios no final do oitavo século aC. Até agora, os pesquisadores pensavam que Gate teria crescido principalmente durante aquela breve janela entre o final do século 10 aC e a chegada de Hazael, embora esse período seja um pouco mais tarde do que a maioria das histórias bíblicas em que a cidade se destaca.

Pela cronologia bíblica, Saul e Davi, que tão frequentemente tiveram relações com os geteus, viveram no final do século XI até o início do século X aC. “Até agora pensávamos que a cidade da Idade do Ferro, a que foi destruída por Hazael, era o maior e mais importante período em Gate”, diz Maeir. “Este ano nós tivemos uma história diferente”.

Durante a campanha de escavação no verão da região, que terminou no meio de julho último, os arqueólogos decidiram investigar as fundações de grandes terraços localizados na cidade baixa de Gate, que só foi habitada durante a Idade do Ferro. A escavação revelou que esses terraços estavam assentados em enormes fortificações e edifícios maiores feitos de enormes pedras e tijolos queimados – um método que os torna mais fortes do que os tradicionais tijolos de barro secos ao sol.

Em algumas áreas essas paredes têm quatro metros de espessura ou mais, e a cerâmica associada a elas remonta ao início da Idade do Ferro, ao século 11 aC ou possivelmente ainda mais antigas. Nenhuma estrutura comparativamente colossal é conhecida no resto do Levante deste período – ou mesmo da encarnação posterior do Filisteu Gate, diz Maeir.

“Seja o que for, é enorme”, disse o professor durante uma visita ao local. “É como se o local de Gate no início da Idade do Ferro fosse menor que a cidade posterior”.

Essas estruturas monumentais se encaixam com a imagem de Gate como uma grande potência regional já no início da Idade do Ferro – um quadro que pode ser evidenciado a partir da Bíblia e as evidências arqueológicas na região circundante. Assentamentos próximos no vale de Elá, como Azeca e Khirbet Qeiyafa mostram sinais de destruição durante este período, sugerindo que Gate estava preservando agressivamente sua hegemonia local, disse o arqueólogo responsável.

Por fim, os pesquisadores ainda não estão convencidos sobre a veracidade total das histórias narradas na Bíblia Sagrada sobre a era marcada pelos reinos de Saul, Davi e Salomão. Mas, eles já sabem que quando Davi se refugiou da perseguição de Saul em Gate, ele vislumbrou as paredes recentemente descobertas quando ele entrou na cidade.

Inscrições Em Altar De 2.800 Anos Falam Sobre Guerra Bíblica

Duas inscrições encontradas em um antigo altar insculpido revelam novas informações sobre a rebelião contra o Reino de Israel, descrita na Bíblia.

Um altar de pedra cilíndrico de 2.800 anos de idade foi descoberto em um santuário na antiga cidade de Ataroth, na Jordânia, e possui duas inscrições referentes a uma guerra bíblica. Encontrado dentro de um santuário Moabita, durante escavações em 2010, o artefato possui inscrições em um idioma Moabita antigo, enquanto os numerais estão em um sistema de escrita egípcio conhecido como Hierático.
Os moabitas foram um povo nômade que se estabeleceu a leste do Mar Morto por volta do século XIII a.C., na região que mais tarde seria chamada de Moabe. Eram aparentados com os hebreus, com os quais tiveram vários conflitos. Foram combatidos e subjugados por Davi, rei de Israel.
ANÁLISE DAS INSCRIÇÕES DO ALTAR
O altar foi datado de 2.800 anos, colocando-o no tempo em que Mesha era o rei de Moabe, condizendo com o que está escrito no artefato. Outra inscrição conta que ele se rebelou contra o reino de Israel, conquistando Ataroth e dividindo o território em um reino no norte (Israel) e um novo reino no sul (Judá), condizendo com a história contada na bíblia hebraica.
Um relatório da Live Science discute um trecho na Bíblia Hebraica mencionando a rebelião dizendo que antes de Mesha se rebelar, Moabe fazia a Israel uma homenagem anual doando “milhares de cordeiros e uma grande quantidade de lã de carneiro”. A chamada “Estela de Mesha” foi discutida em um artigo anterior da Live Science, que detalha sua descoberta em 1868 em Dhiban, na Jordânia.

A Estela Mesha – os fragmentos marrons são peças da estela original, enquanto o material preto mais suave é a reconstrução de Ganneau a partir da década de 1870. (Pdulieu / CC BY-SA 4.0)
TRAÇOS DE ANTIGOS ESCRIBAS HABILIDOSOS
O principal autor do trabalho de pesquisa, Adam Bean, estudante de doutorado no Departamento de Estudos do Oriente Próximo da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, descreveu o santuário como muito bem decorado para a época: “incenso, madeiras e óleos aromáticos seriam queimados no altar” disse Adam.
“Costumamos falar sobre a sofisticação da educação dos escribas deste período, e com razão, mas as inscrições no altar mostram que o Moabe tinha alguns escritores muito talentosos”, disse Christopher Rollston, que também estudou o artefato.
Os pesquisadores também afirmaram que uma das duas inscrições do altar descreve “bronze saqueado após a captura de Ataroth” e que a segunda inscrição no altar está bastante fragmentada e, portanto, muito difícil de se interpretar. No entanto, parece mencionar “a cidade desolada” (captura de Ataroth) e que 4.000 homens estrangeiros foram “espalhados” pela cidade, ou seja, dominaram-na.
A inscrição no altar descreve a captura de Ataroth e a fuga dos moradores. (SteinsplitterBot.com / Domínio Público)
Em entrevista à Live Science, o coautor do estudo, Christopher Rollston, professor de línguas e literaturas semíticas do noroeste da Universidade George Washington, em Washington, DC, afirma que a principal descoberta nesta nova pesquisa é que o altar inscrito confirma que há 2.800 anos de fato os maoabitas tomaram conta de Ataroth.
Além disso, os arqueólogos agora sabem que os moabitas empregavam ‘escribas habilidosos’ que usavam seu próprio “script” e as inscrições no altar são as evidências mais antigas que temos até agora de uma história Moabita, disse Rollston à Live Science. Ele observou que a inscrição descoberta em 1868 usava o estilo hebraico para se escrever a língua moabita.
EXPLORANDO ATAROTH
Hoje, Ataroth é chamada Khirbat Ataruz e todas as escavações no local são lideradas por Chang-Ho Ji, arqueólogo da Universidade La Sierra, em Riverside, Califórnia. O site do projeto diz que o estudo visa descobrir, preservar e proteger os recursos históricos e culturais de Khirbat Ataruz, e que o local antigo abriga “um dos mais magníficos templos da Idade do Ferro na região do Levante, no Oriente Médio, datada de cerca de 3.000 anos ”.
Um artigo de 2013 do Sydney Morning Herald diz que arqueólogos da Jordânia e dos EUA descobriram este templo da Idade do Ferro de três andares com 3000 anos, que possui um santuário com várias câmaras e um pátio aberto, em Khirbat Ataruz, e “é o maior e mais completo em a toda região ”, afirma o comunicado. Esta escavação desenterrou mais de 300 artefatos Moabitas, incluindo uma estatueta do deus animal de quatro patas Hadad.


Uma estátua do deus Hadad também encontrada no local. (Pdulieu / CC BY-SA 4.0 )
Ataroth foi reassentada no período médio islâmico (1000-1400 d.C) e, embora existam várias construções associadas a esse período, a pedras usadas na construção do complexo foram saqueadas mais tarde pelos islâmicos mais “recentes”. Os cientistas descobriram que o roubo de pedras era particularmente extenso na área ao norte da acrópole, mas, independentemente disso, Ataroth era uma vila populosa e próspera durante o período islâmico do meio.


Arqueólogos encontram mosaico na Galileia

A obra retrata o momento em que Jesus alimentou uma multidão com pães e peixes

Arqueólogos encontraram um mosaico colorido do século 5 que possivelmente descreve um dos momentos mais famosos da Bíblia: quando Jesus alimentou uma multidão com pães e peixes. A obra foi encontrada na "Igreja Incendiada" em uma cidade antiga chamada Hippos, construída no topo de uma montanha com vista para o mar da Galileia, em território que atualmente faz parte de Israel. 

O relato bíblico — que descreve Jesus multiplicando cinco pães e dois peixes para alimentar 5 mil homens — não diz exatamente onde Jesus realizou esse milagre. Alguns estudiosos acreditam que a Bíblia está descrevendo a Igreja da Multiplicação no lado noroeste do mar da Galileia, mas a descrição bíblica também se encaixa na região norte de Hippos, não muito longe do local em que foi encontrado. 

O mosaico é muito colorido e feito de padrões geométricos que representam pássaros, peixes, frutas e cestas. Embora possa haver outras explicações para a obra, a semelhança com a descrição no Novo Testamento não pode ser ignorada, diz Michael Eisenberg, chefe da equipe de escavação, em um comunicado da Universidade de Haifa.

A igreja estava localizada bem na borda ocidental do monte Sussita e é o ponto mais ocidental da cidade com vista para o mar da Galileia e para o Ministério de Jesus, onde a maioria dos milagres aconteceu", disse Eisenberg, que complementa que não há dúvida de que a comunidade local estava bem familiarizada com os dois milagres e talvez o local exato em que eles aconteceram. 

No entanto, ele observa que também existem muitas diferenças entre o relato bíblico e o mosaico. Algumas das cestas têm frutas (além dos pães) e em alguns lugares o mosaico tem três peixes — não dois. "Os peixes têm muitos significados simbólicos no mundo cristão; portanto, interpretar o mosaico exige cautela", disse Eisenberg.

Arqueólogos anunciam descoberta da cidade bíblica de Emaús

Enormes muralhas de uma fortificação helenística com aproximadamente 2.200 anos foram encontradas por arqueólogos israelenses e agora são tratadas como indicação de localização da cidade bíblica de Emaús.

A Bíblia Sagrada aponta a estrada para Emaús como local da primeira aparição de Jesus Cristo após sua ressurreição. Os arqueólogos da expedição franco-israelense, que atuam na região desde 2017, encontraram as muralhas durante escavação em Quiriate-Jearim, uma colina com vista para Jerusalém, ao lado da cidade de Abu Ghosh.

De acordo com informações do Haaretz, o local já era conhecido dos arqueólogos por abrigar a Arca da Aliança por 20 anos antes de o rei Davi decidir leva-la a Jerusalém.

Os muros, imponentes, podem ter sido erguidos pelo general selêucida que derrotou Judas Macabeu, um famoso líder judeu que liderou a revolta dos Macabeus contra o Império Selêucida.

As paredes de rocha recém-descobertas têm até três metros de espessura e, em algumas áreas, dois metros de altura.

Nas últimas semanas, as equipes da Universidade de Tel Aviv e do Collège de France também descobriram os restos de uma torre.

Judas Macabeu foi morto em 160 a.C. por um exército selêucida liderado por Báquides, um general enviado à Judéia para reprimir a rebelião. O historiador judeu Flávio Josefo e o livro dos Macabeus fornecem listas das cidades fortificadas pelo general, mas Quiriate-Jearim não aparece na relação.

No entanto, as listas incluem um local não referido por nome a oeste de Jerusalém, na estrada estratégica que conduz à costa do Mediterrâneo. Esse lugar era conhecido por Josefo e pelo autor de Macabeus como Emaús, como diz a Bíblia Sagrada.

Como não existem outras fortalezas helenísticas conhecidas a oeste de Jerusalém, o arqueólogo Israel Finkelstein e o professor bíblico Thomas Römer sugerem que a colina de Quiriate-Jearim e a cidade adjacente de Abu Ghosh sejam identificadas como Emaús, que foi fortificado por Báquides.
Emaús

Segundo o Evangelho de Lucas, essa cidade ficava a 60 estádios de Jerusalém, uma unidade de medida equivalente aos 11 km’s que separam a capital israelense da colina de Quiriate-Jearim e Abu Ghosh.

Outros estudiosos, entretanto, ainda custam a admitir que Lucas e outros cristãos primitivos acreditassem que esse era realmente o local onde o Messias reapareceu. “Finkelstein e Römer têm um bom argumento arqueológico, geográfico e topográfico. No entanto, permanece sendo uma hipótese”, disse Benjamin Isaac, professor emérito de história antiga da Universidade de Tel Aviv, contestando a descoberta.

O professor Isaac, que não participou do estudo, disse que não há evidências suficientes para vincular conclusivamente Emaús a Quiriate-Jearim e que há pelo menos dois outros locais próximos que reivindicam o nome.

A maioria dos pesquisadores identificava a Emaús dos tempos de Jesus com o que mais tarde se tornou a cidade bizantina de Emaús-Nicópolis, localizada no Vale de Ayalon. Essa cidade se encaixa na descrição mencionada no livro apócrifo de I Macabeus, capítulo 4, como o local da Batalha de Emaús, mas fica a 25 quilômetros de Jerusalém, mais do que o dobro da distância descrita por Lucas no Evangelho.

Outra cidade que era considerada como hipótese por alguns estudiosos é a vila moderna de Moza, entre Quiriate-Jearim e Jerusalém. Mas, sua localização muito próxima de Jerusalém impede que esse vilarejo seja coerente com o Evangelho de Lucas.

“Geograficamente, acho que a distância para Jerusalém se encaixa bem, então acho que Quiriate-Jearim poderia ter sido o Emaús do Novo Testamento”, concluiu Römer, minimizando as dúvidas levantadas por Benjamin Isaac.
Arqueólogos anunciam descoberta da cidade bíblica de Emaús, local da aparição de Jesus
Arqueólogos escavam ruínas de cidade apontada como a Emaús da Bíblia Sagrada; Foto: Ariel David

Cientistas descobrem Edom, reino fundado por Esaú

Equipe analisou o resíduo restante da extração de cobre que era o material explorado e que fazia de Edom uma terra rica.

Pesquisadores israelenses descobriram evidências que sustentam o relato bíblico do antigo reino de Edom, citado em Gênesis 36 como sendo fundado por Esaú.

Edom existiu durante os séculos 12 a 11 a.C, e estava localizado na Transjordânia, entre Moabe, a nordeste, Arabah, a oeste, e o vasto deserto da Arábia, ao sul e leste.
Os relatos bíblicos dizem que a terra de Edom era muito próspera antes de “qualquer rei israelita reinar”, mas não havia nenhum registro arqueológico confirmando que essa terra realmente existia, levando muitos estudiosos a duvidarem do relato bíblico.
Um estudo inovador publicado no PLOS One fala sobre o achado de uma equipe de cientistas israelenses e americanos que descobriu que Edom realmente existia na época que a Bíblia descreve.
“Usando a evolução tecnológica como proxy dos processos sociais, fomos capazes de identificar e caracterizar o surgimento do reino bíblico de Edom”, explicou o professor Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv, no Central Timna Valley Project .
“Nossos resultados provam que aconteceu antes do que se pensava anteriormente e de acordo com a descrição bíblica”.
Ben-Yosef, o professor Tom Levy, da Universidade da Califórnia, em San Diego, e sua equipe foram ao deserto de Arava, no atual Israel e na Jordânia, para analisar a fonte da riqueza do reino: o cobre.
Especificamente, a equipe analisou a escória, o resíduo restante da extração de cobre, para determinar que Edom não só existia no momento em que a Bíblia descreve, mas também que era poderoso e tecnologicamente avançado.

“Com técnicas avançadas de análise química, análise arqueológica e investigação microscópica, conseguimos entender como as pessoas produziam cobre e descobrir se ele era organizado por um corpo central de pessoas. Os resultados são surpreendentes e eles nos dizem que algo o grande estava acontecendo muito cedo, pelo menos no século 11 a.C”, disse Ben-Yosef à CBN News.
A análise do cobre data o reino de Edom cerca de 300 anos antes do que se pensava – exatamente na época em que a Bíblia diz e antes de qualquer rei governar os filhos de Israel.
“Ele apóia a noção de que de fato não só havia pessoas na região naquele período, mas um reino forte. Foi responsável por tornar essa indústria de larga escala na produção de cobre. Você não pode exagerar a importância do cobre na época”, completou o pesquisador.
O cobre era um material precioso usado nos tempos antigos para criar armas, ferramentas agrícolas e muito mais. “Se você queria ser forte, precisava ter cobre”, disse Ben-Yosef.
A equipe também encontrou evidências ligando Edom a outro grande evento bíblico – a invasão da Terra Santa pelo faraó Shoshenq I (o bíblico “Shishak”), que despediu Jerusalém no século 10 a.C.
Ben-Yosef disse que o faraó não estava interessado em destruir os edomitas, mas apresentou-os à tecnologia de cobre que transformou completamente a região.
“Como consumidor de cobre importado, o Egito tinha um grande interesse em agilizar a indústria. Parece que, através de seus laços de longa distância, eles foram um catalisador de inovações tecnológicas em toda a região. Por exemplo, o camelo apareceu pela primeira vez na região imediatamente após a chegada de Shoshenq I”, disse ele.
Ben-Yosef explicou que suas novas descobertas sugerem fortemente que a Bíblia estava certa, mesmo quando as evidências arqueológicas originais não pareciam somar.
“Nossas novas descobertas contradizem a visão de muitos arqueólogos de que o Arava foi povoado por uma aliança frouxa de tribos, e eles são consistentes com a história bíblica de que havia um reino edomita aqui”, concluiu Ben-Yosef.

Historiadora decifra a carta cristã mais antiga do mundo, fora da Bíblia Sagrada


Um achado arqueológico que está em posse da Suíça desde os anos 1900 só foi decifrado este ano, em 2019, após vários estudos que tiveram como finalidade identificar o seu conteúdo, mas preservando ao mesmo tempo o seu estado de conservação e datar a idade do mesmo, conhecido agora como uma carta cristã.

Se trata de uma carta escrita por volta do ano 230 depois de Cristo, o que significa ser o documento cristão mais antigo do mundo, ficando atrás apenas da Bíblia Sagrada. Contudo, a carta não pertente às Escrituras Sagradas.

Segundo a cientista responsável pela interpretação do documento, Dra. Sabine Huebner, historiadora e professora da Universidade de Basiléia, na Suíça, a carta foi escrita por um cristão do Império Romano, chamado Arrianus, e enviada o seu irmão, Paulus.

“Saudações, meu senhor, meu incomparável irmão Paulus”, diz a carta. “Eu, Arrianus, saúdo você, orando, para que tudo seja o melhor possível em sua vida”.

Chamaram atenção da historiadora os termos utilizados na carta, típicos do linguajar cristão na época, especialmente um trecho em que Arrianus diz a Paulus que ora “…para que você se saia bem no Senhor”.

“O uso dessa abreviação [“no Senhor”] – conhecida como nomen sacrum neste contexto – não deixa dúvidas sobre as crenças cristãs do autor da carta. É uma fórmula exclusivamente cristã que conhecemos nos manuscritos do Novo Testamento”, disse Huebner.

A carta foi descoberta na aldeia de Theadelphia, no centro do Egito, e fez parte do arquivo Heronino, o maior arquivo de papiros da época romana, segundo informações da agência francesa EFE.

O nome “Paulus” também é outro dado importante, segundo Huebner. “Paulo é um nome muito raro nesse momento, e podemos deduzir que os pais mencionados na carta já eram cristãos e que tinham dado ao seu filho o nome do apóstolo 200 depois de Cristo”, disse ela.

No documento também foi possível identificar que Arrianus pediu ao irmão “molho de peixe”. Por fim, os pesquisadores acreditam que ambos eram funcionários públicos e proprietários de terras, fazendo parte da elite local.

Arqueólogos encontram peças relacionadas a conquista de Jerusalém pela Babilônia



Arqueólogos da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos anunciaram a descoberta de evidências da conquista de Jerusalém pelo Império da Babilónia, no ano de 586 a.C., avançou o órgão de comunicação especializada phys.org.

Entre os itens encontrados nas escavações do Monte Sião estão pontas de flechas, cestos, lâmpadas e joalharia de ouro e prata. O projeto arqueológico é co-dirigido por Shimon Gibson, professor de história desta mesma faculdade, Rafi Lewis, da Ashkelon Academic College, e James Tabor, professor de estudos religiosos.

Gibson falou ao portal sobre o que encontrou: “Para os arqueólogos, os restos de madeira e as cinzas podem significar milhões de coisas diferentes. Poderiam ser de fornos ou até de lixo queimado. No entanto, neste caso, a combinação dos objetos encontrados indicam que aqui houve algum tipo de devastação e destruição: “Toda a gente sabe que ninguém abandona joias de ouro e ninguém tem pontas de flecha no lixo doméstico”.

A Insanidade neopentecostal avança

Após o grande terremoto de 2010 o líder evangélico estadunidense Pat Robson delcarou que esse sismo e todas as calamidades enfrentadas pelo Haiti seriam um castigo divino em resposta ao "pacto com o demônio" que os haitianos haviam assinado para lograr sua independência (os escravos haitianos fizeram sua própria rebelião e independência no início do século XIX).

Não sendo necessária nenhuma crítica contra a declaração desse lunático, pois todo cidadão sano percebe a insensatez dessas palavras, resta alertar:

O mentecapto Pat Robson é um dos ídolos religiosos de Bolsonaro, o atual presidente se encontrou com o tal pastor esse ano nos Estados Unidos.

A insanidade neopentecostal avança a passos largos no Brasil.

9 poderosos símbolos cristãos eternizados nas catacumbas

clique aqui ara abir as fotos

As catacumbas romanas são galerias subterrâneas que formam verdadeiros labirintos de vários quilômetros. Dentro delas, os primeiros cristãos, perseguidos pelo Império Romano, enterravam os seus mártires e, excepcionalmente, realizavam alguns ritos litúrgicosna clandestinidade.
A origem da palavra “catacumba” é incerta, mas uma das possibilidades mais apontadas é que o termo venha do grego κατά (abaixo) e τύμβoς (túmulo). Outros estudiosos a consideram uma palavra híbrida formada pelo grego κατά e pela raiz latina –cumbo, que significa “jazer”, “estar deitado”.
São famosas, particularmente, as catacumbas de São Calixto, Santa Domitila, São Sebastião e Santa Priscila. Na de São Sebastião, por exemplo, há fragmentos de pratos usados por ninguém menos que São Pedro e São Paulo, entre outras relíquias preciosíssimas.
Com o Edito de Milão, no ano de 313, terminou oficialmente a perseguição contra os cristãos, que puderam começar a construir igrejas e adquirir terrenos para novos cemitérios. As catacumbas, porém, continuaram sendo usadas até o século V. Pouco a pouco, foram perdendo relevância e caindo quase no esquecimento até serem redescobertas por operários em 1578.
Os desenhos e símbolos gravados nas suas paredes chegam a ser verdadeiras obras de arte, repletas de significado cristão.
Para conhecer alguns dos mais importantes, clique no botão “Abrir a galeria de fotos“:

Qual era o sabor da cerveja consumida pelos personagens bíblicos?

Pesquisadores conseguiram chegar perto das características originais da bebida popular entre os personagens da Sagrada Escritura

Depois de reunirem amostras de leveduras extraídas de potes de barro das escavações arqueológicas israelitas, um grupo de biólogos, arqueólogos e cervejeiros elaboraram a fórmula da cerveja que pode ter sido consumida pelos personagens bíblicos. As leveduras estavam inativas milhares de anos. 
Durante o complicado experimento, os cientistas conseguiram isolar seis tipos diferentes de levedura. As amostras foram colhidas em locais provavelmente habitados por filisteus, cananeus, egípcios e judeus no mundo antigo. 
A equipe utilizou métodos de identificação e imagem de alta tecnologia, incluindo o registro da sequência de DNA de cada amostra. De acordo com o artigo publicado no mBio Journal, cada cerveja tem uma fragrância única. 
“Estamos falando de um verdadeiro avanço. É a primeira vez que conseguimos produzir álcool antigo a partir de levedura antiga. Isso nunca foi feito antes”, disse o Dr Yitzhak Paz, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel. 
O Dr. Ronem Hazan, microbiologista que iniciou o estudo, considera que colaborar com os arqueológicos foi a realização de um sonho: “Foi divertido para nos trabalhar em um ambiente tão multidisciplinar formado por biólogos, arqueólogos e loucos fabricantes de cerveja – sem contar também toda a cerveja [que experimentamos] e a diversão junto com a pesquisa”.  
No mundo antigo, o consumo de cerveja era generalizado e indiscriminado. Ricos e pobres de todas as idades tomavam a bebida. 
Em relação à autenticidade dos antigos sabores da cerveja, Hazan admitiu: “É muito complicado afirmar. Além do fato de termos utilizado ingredientes modernos, leva-se em conta que conseguimos isolar poucas leveduras das muitas que existiam na matriz original. Portanto, não sabemos qual era exatamente o sabor”. 
Hazan acredita, entretanto, que os pesquisadores vão conseguir um sabor mais preciso ao agregar um screening genético ao método de isolamento, o que poderia dar mais pistas sobre os outros ingredientes que havia nas cervejas.  
Mas Paz conclui: “O certo é que o ingrediente mais importante (a levedura) é antiga e, como o produto ficou muito próximo das cervejas conhecidas hoje na Etiópia e em outros lugares, acreditamos que o sabor que obtivemos é muito similar – se não idêntico – ao da antiguidade.”
Hazan mencionou também que a equipe está estudando a ideia de engarrafar a “nova” cerveja para o consumo mundial. Se eles encontrarem os sócios adequados, logo todos nós poderemos ter a oportunidade de experimentar os sabores bíblicos.

Fonte: Aleteia.pt/arqueologia

Cidade de 10 mil anos é descoberta perto de Jerusalém

Assentamento data do neolítico e funcionou antes do Stonehenge e das pirâmides do Egito
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esquisadores descobriram, perto de Jerusalém, um assentamento de mais de 10 mil anos, que data da Idade da Pedra e foi ativo antes do Stonehenge e das pirâmides do Egito. O local, que serviu como zona de troca e comércio para seus habitantes, fica a 5 quilômetros da capital de Israel e é uma das maiores descobertas do tipo no país.

“É a maior escavação desse período no Oriente Médio, o que permitirá que a pesquisa avance além do que temos hoje, somente pelo material que somos capazes de salvar e preservar nesse sítio arqueológico”, afirmou Lauren Davis, arqueóloga que está conduzindo a escavação, à Reuters.
Escavações revelam a cidade de mais de 10 mil anos, em Jerusalém.  (Foto: Israel Antiquities Authority)
Quando o assentamento se formou,  era relativamente pequeno, ocupando apenas cerca de um acre (4046,86 metros quadrados), mas depois foi se expandindo por 1,5 mil anos, chegando a marca de 100 acres. Um centro urbano também surgiu com edifícios para rituais.
“É uma peça que muda o jogo, um sítio arqueológico que irá drasticamente alterar o que sabemos sobre o neolítico”, contou Jacob Vardi, um dos pesquisadores, ao jornal local The Times of Israel.

"Miçangas" encontradas no assentamento do neolítico  (Foto: Israel Antiquities Authority)
Os arqueólogos encontraram artefatos como braceletes e medalhões que evidenciam os costumes exóticos dos antigos habitantes. Muitos objetos feitos de um tipo desconhecido de pedra foram encontrados em tumbas, assim como itens de rochas vulcânicas da Ásia Menor e conchas do Mar Mediterrâneo. “Esses presentes testemunham o que estava já ocorrendo na antiguidade e mostra que os residentes já tinham relações de troca com locais”, afirmaram os pesquisadores. 
As escavações ainda revelaram partes de flechas e materiais de caça como machados e tipos de lanças. Os especialistas acreditam que algumas ferramentas eram usadas para a agricultura – no local eram plantados trigo, feijão e cevada. Além disso, eram criados porcos, vacas e cabras. No entanto, a população nem sempre foi especializada em atividades de fazenda e antes de se tornar sedentária, a comunidade era composta de caçadores habilidosos.