A origem europeia dos filisteus


Ninguém que conheça a narrativa histórica da Bíblia terá dificuldade em lembrar os constantes conflitos entre israelitas e filisteus, que ocupavam parte da terra prometida aos israelitas, com especial ênfase no desproporcional duelo entre o jovem israelita Davi e o gigante filisteu Golias, e que o futuro rei de Israel ganhou com o simples lançamento de uma pedra contra a testa do inimigo que constantemente provocava o exército de Israel.
 
Os leitores da Bíblia estão assim bem familiarizados com aquele povo filisteu, sempre atacando e prejudicando Israel no seu direito à posse da Terra da Promessa. 
 
Segundo o relato bíblico, os filisteus ocupavam há 3 mil anos as cidades de Asquelon, Gaza, Ashdod, Gat e Ecron, tendo os israelitas de lhes pagar taxas anuais, não podendo ainda carregar quaisquer armas. Foram os reis Saul, o seu filho Jônatas, Davi, e Ezequias, para além de Josué e Sansão os grandes heróis que conseguiram durante algum tempo derrotar estes invasores filisteus. 
 
MENCIONADOS 286 VEZES NA BÍBLIA
 
A palavra hebraica para filisteus -"Plishtim" - está mencionada 286 vezes na Bíblia. Só que, deu-se um súbito desaparecimento das menções a este povo, julgando-se que tenham desaparecido sem deixar qualquer rasto, excepto algumas peças de cerâmica. Os filisteus não são mencionados na Bíblia como um dos povos a serem erradicados de Canaã, também não são mencionados entre as 10 nações que os descendentes de Abraão deslocaram de Canaã, muito menos estão mencionados na lista das nações que Moisés disse que o seu povo iria conquistar. No Livro do Êxodo pode ler-se que Deus desviou os israelitas da rota que os levaria ao encontro com os filisteus à saída do Egipto.
 
POUCO CONHECIMENTO SOBRE AS ORIGENS
 
O que muito pouco se sabia até agora era a real origem daquela gente. Desde há muito que se vinha especulando sobre a sua origem de além mar, provavelmente da ilha grega de Creta. 
 
Novas descobertas agora confirmadas por uma equipa de arqueólogos e cientistas ligados ao "Instituto para a Ciência da História Humana Max Planck", sediado em Jena, Alemanha, liderados pelo pesquisador de genética arqueológica, e realizadas através do estudo dos genomas de 10 esqueletos de filisteus do antigo porto de Asquelon, e que ali viveram há 3.000 - 3.500 anos, vieram provar que os filisteus eram um povo de origem europeia que terão emigrado em massa para as regiões costeiras do atual Israel. 
 
A equipa foi ainda assessorada por pesquisadores do "Wheaton College", dos EUA, da Universidade Harvard, do Museu Semítico de Harvard, e ainda da Universidade de Munique, na Alemanha e da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul. 
 
NOVAS DESCOBERTAS
 
Estas novas descobertas, resultantes do trabalho arqueológico conduzido por peritos ao longo de décadas foram agora publicadas na revista "Science Advances", sob o título: "Antigo ADN traz luz sobre as origens genéticas dos filisteus da antiga idade do bronze."
 
Estas pesquisas apoiam a hipótese de uma alteração cultural iniciada por uma grande migração de um povo geneticamente distinto - provavelmente um grupo de navegadores europeus - até Asquelon, e aponta para as potenciais explicações sobre o facto de esta região ter sofrido uma dramática mudança cultural durante a transição da Idade do Bronze para a Idade do Ferro (12º século a.C.)
 
"Fizemos a sequência dos genomas de pessoas que viveram há 3.000 anos na cidade filistéia de Asquelon" - afirmou a equipa num video, acrescentando: "Nos séculos 12 e 13 a.C., os impérios colapsaram. A maior parte da civilização entrou em colapso. Cem anos depois, quando as pessoas acordaram, viam um mundo completamente diferente. Um dos grupos que notaram foram os filisteus. Eles eram os grandes inimigos dos israelitas. De onde é que eles vieram? Que lhes aconteceu?"
 
Os filisteus desapareceram de facto por volta do ano 800 a.C.
 
A partir daí, não se encontrou mais genética de filisteus naquela região de Israel. 
ORIGEM EUROPEIA
 
A evidência do DNA nos esqueletos examinados demonstraram origens que anteriormente não se visionavam:"Detectámos que uma porção substancial da sua ancestralidade derivou de uma população europeia. Os predecessores dos filisteus devem ter atravessado o Mar Mediterrâneo e alcançado Asquelon no final da Idade do Bronze, ou no início da Idade do Ferro."
 
Já no início do século 20 arqueólogos haviam verificado que alguns estilos da cerâmica filisteia nas cidades ocupadas pelos filisteus se identificava com o estilo da época da antiga Grécia. 
 
O ADN dos esqueletos comprovou assim que os filisteus tiveram uma origem diferente dos povos que já anteriormente viviam naquelas regiões, sugerindo assim uma "invasão" de povos do exterior, tal como se encontra narrado na Bíblia.
 
Pensa-se assim que os filisteus terão tido origem nas regiões do Sul da Europa, talvez nos então conhecidos "povos do mar."Segundo muitas opiniões, a origem terá sido a ilha grega de Creta.
 
A verdade é que pouco ou nada restou do DNA filisteu no período da Idade do Ferro. 
 
NADA A VER COM OS PALESTINOS
 
Estas descobertas comprovam mais uma vez a mentira da alegada ligação dos filisteus aos modernos palestinos. É uma narrativa viciada e alimentada pela mentira conveniente aos palestinos e a todos aqueles que tentam por tudo negar qualquer ligação do povo judeu à sua Terra, alegando que os palestinos seriam de fato descendentes dos antigos povos daquelas regiões. Uma mentira facilmente desmontada e evidenciada pelas descobertas científicas.
 
Shalom, Israel!

Descoberta de cidade perdida pode desvendar história do rei Davi

Durante décadas, especialistas procuram a furtiva área de Ziclague, escrita na Bíblia como tendo sido refúgio para Davi concedido pelo rei dos Filisteus, Aquis.
Pesquisadores da Universidade Hebraica, da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade de Macquarie da Austrália encontraram na área de Kiryat Gat, restos de um povoado onde o futuro rei Davi havia se refugiado do rei Saul.
A partir desse ponto, conhecido como Ziclague, Davi seguiu trajetória até Hebron, onde foi coroado como rei.
Na área, arqueólogos encontraram dezenas de artefatos de cerâmica de mais de 3.000 anos de idade.
As escavações começaram em 2015 na cidade de Khirbet a-Ra'i, uma área localizada no deserto da Judeia. As escavações ocorreram em uma área de aproximadamente um quilômetro quadrado, onde os destroços de Ziclague foram descobertos.
O nome diferenciado do local pertence a uma linguagem canaanita-semítica, além de ser um nome filisteu, que foi outorgado por um povoado de imigrantes vindos do mar Egeu, informa o The Times of Israel.
Como prova de que a área seja dos tempos dos filisteus, entre os séculos XII e XI a.C., há grandes estruturas de pedra, revelando detalhes sobre a civilização filisteia. Além de haver depósitos e tigelas de cerâmica, encontrados debaixo das estruturas dos prédios, acreditando que foram colocados no local para atrair boa sorte nas construções.
A descoberta ocorreu em outra comunidade rural da era do rei Davi, sendo destruída depois de um intenso incêndio.
Alguns dos utensílios de cozinha foram encontrados em diversas salas e são iguais aos encontrados na cidade de Khirbet Qeiyafa, conhecida na Bíblia como Shaaraim.
Fonte: Sputnik

Cidade bíblica de Ziclague é descoberta por arqueólogos

Então lhe deu (a Davi) Aquis naquele dia a cidade de Ziclague. Pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá até ao dia de hoje. E todo o tempo que Davi permaneceu na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses" - 1 Livro do profeta Samuel 27:6-7.
 
A meio das suas dramáticas fugas do ódio e inveja do ainda rei Saul, o futuro grande rei de Israel, Davi, viu-se obrigado a se refugiar na região dos inimigos de Israel, os filisteus. Tendo achado graça aos olhos do rei filisteu Aquis, o futuro rei pediu-lhe uma cidade de refúgio onde se pudesse proteger das intermináveis perseguições do rei de Israel. Aqui, o rei de Gate, concedeu-lhe então não só abrigo na cidade de Ziclague, como lhe ofereceu a própria cidade em si.
 
DESCOBERTA PELOS ARQUEÓLOGOS 
 
Após décadas de buscas e mais buscas, os arqueólogos conseguiram finalmente encontrar e escavar a cidade bíblica de Ziclague, por diversas vezes mencionada nos textos sagrados do Velho Testamento, prevendo-se que esta incrível descoberta venha inflamar o antigo debate sobre a historicidade do rei David, que alguns incrédulos continuam teimosamente a pôr em causa.
 
Os arqueólogos e os peritos no local fizeram análises aos artefatos achados no local desde 2015 através do método do carbono 14, tendo hoje anunciado que o sítio arqueológico agora chamado de Khirbet a-Ra'i, nas colinas da Judéia, será de facto a antiga cidade refúgio do rei Davi, que dali subiria ao trono em Hebron. 
 
A cidade bíblica de Ziclague situa-se entre Qiryat Gat e Laquis. 
 
Segundo um comunicado conjunto feito à imprensa pela Universidade Hebraica de Jerusalém e a Autoridade para as Antiguidades de Israel, os arqueólogos descobriram as ruínas de uma povoação filistéia, datando dos séculos 12 - 11 a.C., que se transformou numa povoação rural no século 10 a.C., o que é confirmado pelos relatos bíblicos. O método de datação carbono 14 apoia o período e a identificação sugeridos pelos arqueólogos.
 
BASE MILITAR DO FUTURO REI DAVI
 
Segundo o credível relato bíblico, Davi instalou-se durante 14 meses em Ziclague sob a protecção do rei filisteu Aquis de Gat, com 600 homens e suas famílias, usando a cidade como base para atacar cidades vizinhas. 
 
A cidade foi mais tarde atacada e incendiada pelos amalequitas, atraindo a ira de David, que os arrasou por completo.
 
Segundo o comunicado à imprensa, para além da transição cultural entre as construções dos filisteus e o provável acampamento israelita, a povoação da época de Davi revela os restos de um intenso incêndio que a teria queimado por completo.
 
O Livro de Neemias menciona mais tarde Ziclague como base para os judeus que retornaram da Babilonia.
 
UMA PROCURA DE DÉCADAS
 
Ao longo destas últimas décadas os arqueólogos têm procurados sinais da antiga Ziclague, tendo sido sugeridos vários locais prováveis, sem que no entanto se tenha chegado a um consenso acadêmico. Os outros locais propostos acabaram por ser deixados de lado pelo facto de não existirem ali sinais da transição entre os traços da cultura dos filisteus e da presença de israelitas dos dias de Davi, ou ainda por falta de evidências das extensas ruínas provocadas pelos amalequitas, tal como a Bíblia relata.
 
Segundo os arqueólogos responsáveis por esta expedição, o israelita professor Yosef Garfinkel e o australiano Dr. Gil Davis, o sítio agora denominado Khirbet a-Ra'i apresenta todos os requisitos necessários para a sua identificação com Ziclague.
 
De acordo com o comunicado conjunto hoje editado, após 7 períodos  sazonais no local em que cerca de 1.000 metros quadrados foram escavados, a equipa arqueológica encontrou evidências de uma povoação da época dos filisteus - 12 - 11 séculos antes de Cristo - entre as quais se encontraram enormes estruturas em pedra e artefactos típicos da cultura dos filisteus, incluindo cerâmica estilizada em depósitos por debaixo de pavimentos de edifícios. 
 
Esses artefactos, para além de ferramentas em pedra e em metal, são semelhantes aos encontrados em outras cidades filisteias, tais como Ashdod, Asquelon, Ecron e Gate.
 
Os arqueólogos descobriram até agora nas escavações cerca de 100 vasos completos de cerâmica utilizados para entre outras funções armazenar vinho e azeite.
 
De acordo com o arqueólogo e perito israelita Garfinkel, os vasos e as tigelas decorados com aquele tipo de polimento manual são típicas do período do rei Davi. 
 
ORIGEM FILISTÉIA
 
O nome Ziclague é de origem filistéia e não tem raízes nas línguas semíticas. Um estudo recente comprova a origem europeia dos filisteus, que terão emigrado para as costas ocidentais de Israel em tempo de crise e de guerras locais.
 
Mais uma vez...a Bíblia confirmada pela ciência.
 
Shalom, Israel!

Aberto o "caminho dos peregrinos" por onde Jesus caminhou em Jerusalém

Este fim de semana foi profícuo em sensações na Cidade santa de Jerusalém: o antigo caminho percorrido pelos peregrinos judeus, que os levava desde os banhos rituais no Tanque de Siloé até ao Templo foi finalmente escavado e em breve aberto ao público em geral.
 
Tive o privilégio de fazer essa cansativa subida em Agosto passado juntamente com um grupo que levei a Israel, e, apesar do esforço e da umidade, todos sentimos a emoção de caminhar e pisar nas mesmas pedras que tantos milhões de judeus pisaram ao longo de séculos, e, muito em especial para nós cristãos, a sensação de caminharmos com toda a certeza pelo mesmo caminho trilhado tantas vezes pelo Messias Jesus quando subia ao Templo.
 
A verdade é que esta nova estrutura arqueológica, cuja descoberta e escavações já têm suscitado a habitual ira dos palestinos e até da Jordânia, é mais uma incontestável prova da ligação histórica e espiritual dos judeus à Cidade santa de Jerusalém.
 
UMA DESCOBERTA "ACIDENTAL"
 
Tal como tantas vezes acontece no mundo da arqueologia, esta descoberta aconteceu "casualmente", sem que ninguém esperasse encontrar tão grande preciosidade arqueológica e histórica debaixo do solo da povoação palestina de Siloé, a atual Cidade de Davi.
 
Tudo começou em 2004. O rebentamento de uma conduta de esgoto no bairro árabe de Siloé, na parte sul de Jerusalém, levou o município a enviar uma equipa técnica ao local para reparar o estrago, acompanhada por uma equipa de arqueólogos, como sempre acontece com qualquer escavação ou obra realizada em Jerusalém e nos arredores.
 
À medida que os trabalhos de reparação progrediam, os trabalhadores tropeçaram em cima de uns enormes e largos degraus algumas dezenas de metros acima do tanque de Siloé - o antigo tanque de água onde os peregrinos judeus mergulhavam antes de iniciarem a ascensão religiosa até ao Templo, até à sua destruição no ano 70 d.C. Os degraus então encontrados eram em tudo semelhantes aos que conduziam aos portões de Hulda, um conjunto de entradas atualmente bloqueadas ao longo do muro sul do Monte do Templo. 
 
A descoberta do tanque de Siloé conduziu a outro achado monumental: o canal central de drenagem de água que servia a antiga Jerusalém. Esse canal é o túnel que os visitantes da Cidade de Davi percorrem atualmente. iniciando em baixo, junto ao tanque de Siloé e subindo até junto do Muro Ocidental, numa caminhada de cerca de 45 minutos. 
 
Esta nova descoberta foi denominada de "caminho dos peregrinos", uma vez que os arqueólogos estão convencidos que este é o caminho que milhões de judeus trilhavam três vezes ao ano em cumprimento ao mandamento de subir à Cidade santa de Jerusalém para trazerem sacrifícios a Deus nas três principais Festas judaicas: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos. 
 
DESDE O TANQUE DE SILOÉ ATÉ AO TEMPLO
 
Este"caminho dos peregrinos"percorre todo o trajeto desde o tanque de Siloé  até à área adjacente ao Muro Ocidental conhecida como "arco de Robinson", onde ainda hoje se podem ver as ruínas da antiga escadaria de pedra que ascendia ao Templo.
 
O historiador judeu-romano Tito Flávio Josefo, que viveu no 1º século d.C., escreveu que cerca de 2,7 milhões de pessoas costumavam visitar Jerusalém durante as épocas festivas, trazendo com elas cerca de 256.000 ofertas para sacrifício.
 
Segundo Doron Spielman, vice-presidente da "Fundação Ir David", quase todos os peregrinos judeus teriam entrado na Cidade por este caminho. E era certamente por este mesmo caminho que Jesus caminhava durante o período do Segundo Templo, para além de muitos outros judeus famosos daquela época.

"O CORAÇÃO DO POVO JUDEU"
 
"Este lugar é o coração do povo judeu, e é como o sangue que corre nas nossas veias"- exclamou Spielman. Realmente, percorrer este caminho nos dias de hoje leva-nos a imaginar o que seria há 2 mil anos o movimento ruidoso e alegre de tantos judeus com a suas crianças no colo, subindo aqueles degraus e ansiando entrar no recinto do Templo...
 
Spielman acrescentou ainda que "não se pode amputar o coração."
 
Ao longo do caminho havia lojas de um lado e outro, provavelmente vendendo cabedais, lã, sementes, mel, vinho...tudo com o habitual regateio. Algumas dessas lojas já foram escavadas e trazidas à luz do dia.
 
Ao lado de umas escadas escavadas no caminho, os arqueólogos encontraram o que restou de uma palmeira queimada, uma árvore infrutífera que certamente serviria para trazer a ansiada sombra para os peregrinos.
 
"Para entender Jerusalém, você tem de estar aqui" - afirmou Spielman, acrescentando: "Fomos exilados no ano 70 d.C., orávamos três vezes ao dia e estabelecemos um estado. O derradeiro suspiro dos judeus foi mesmo aqui, por baixo de nós."
 
Spielman salientou ainda a existência de algumas cinzas negras encontradas ao longo do caminho e mencionou ainda as milhares de moedas que os arqueólogos escavaram e que têm gravadas as palavras "Sião Livre."
 
"Este era o grito de guerra durante a guerra contra os romanos" - explicou, acrescentando: "Em vez de pontas de lanças, eles faziam moedas, uma vez que sabiam que não podiam derrotar os romanos, mas as moedas ficariam para os que um dia voltassem."
 
UM LONGO E CANSATIVO TRABALHO DE ESCAVAÇÃO
 
A equipa de arqueólogos tem estado a trabalhar 24 horas por dia nestes últimos meses para ligar a parte escavada do caminho ao tanque de Siloé. É um trabalho fastidioso e demorado, com cada palmo sendo reforçado com pilares de aço de forma a proteger a cidade.
 
Vários milhões de dólares já foram investidos neste projeto, e apesar de o estado financiar uma parte do mesmo, a maior parte vem de dádivas individuais e de fundações.
 
Espera-se que quando o caminho abrir oficialmente ao público daqui a alguns meses, cerca de um milhão de turistas o percorram anualmente.

"MUITO IMPORTANTE PARA OS EUA"
 
Indiferente às críticas habituais dos palestinianos, o embaixador norte-americano em Jerusalém, David Friedman, participou numa cerimônia de "abertura" do caminho no passado Domingo, revelando publicamente a importância que este tesouro histórico e arqueológico tem para os norte-americanos: "A Cidade de Davi é uma descoberta única no século de enorme significado histórico para muitos americanos, bem como para os israelitas. Foi por isso que eu vim. Não há qualquer mensagem política nisto."
 
E o embaixador foi ainda mais longe, contribuindo para a desmistificação das habituais mentiras palestinianas, tão convincentes para a ONU e para a União Europeia: "A Cidade de David traz verdade e ciência ao debate que tem há demasiado tempo sido manchado por mitos e decepções. Os seus achados, na maioria das vezes por arqueólogos seculares, trazem um fim aos infundados esforços para negar o facto histórico da antiga ligação de Jerusalém ao povo judeu."
 
Fonte: Shalom, Israel! 

ESPIRITUALIDADE DE BOSTA - Por Hermes C. Fernandes


É preferível enfiar a cara no vaso sanitário e dar descarga, deixando afogar suas mágoas e ódio a ser batizado em um batistério luxuoso que mais parece uma jacuzzi de motel e continuar odiando e nutrindo todo tipo de preconceito, e ainda ter a audácia de justificar sua perversidade em seu fundamentalismo religioso. Precisamos de um batismo de consciência!
É preferível vociferar palavrões com sinceridade a destilar o veneno da falsidade com palavras bajuladoras ou ficar repetindo jargões religiosos como se fossem palavras de ordem capazes de forçar Deus a fazer o que não quer.
É preferível cantarolar canções seculares que falem de amor a arrotar uma santidade arrogante e discriminatória, entoando louvores que estimulem revanche e ostentação em nome da fé ou mantras gospel repetidos à exaustão que nos privam de qualquer senso crítico, colocando nossa inteligência em suspensão. Não precisamos de algo que nos instigue os sentidos, mas que dê sentido à nossa existência. Não algo que nos embale, mas que nos desperte.
Há mais comunhão em uma mesa de bar do que numa roda de fofoca, mesmo quando esta é chamada de círculo de oração. Sob o sagrado manto de "pedido de oração" reputações são destruídas, relacionamentos arruinados, sonhos ridicularizados.
Há mais dignidade numa casa noturna que entrega o que anuncia do que numa igreja hipster descolada, que esconde por trás de seu invólucro moderninho recheado de gírias o mesmo discurso fétido que em vez de espalhar o perfume de Cristo, infesta o mundo com o odor da naftalina de tradições e crendices há muito superadas. É mais honroso as irmãzinhas de coque e os varões de ternos surrados do que a galera dos piercings e das calças rasgadas nos joelhos, mas com o coração empedernido.
A liturgia que agrada a Deus é a que inclui o excluído, que empodera os explorados e oprimidos, que dá voz aos sufocados, que abate os poderosos e os faz suplicar pela misericórdia divina reconhecendo seus descaminhos.
A vida do outro é o altar onde oferecemos a Deus os únicos sacrifícios que o agradam. Partilhar experiências, repartir nosso próprio pão, oferecer nossos dons ao serviço do bem comum é a eucaristia que mantém coeso e saudável todo o corpo.
Não se atreva a colocar palavras em minha boca. Em momento algum estou defendendo um estilo de vida contrário ao proposto por Jesus, e sim, denunciando nossas idiossincrasias e mania de julgar o mundo como se a ele fôssemos superiores. Que Deus aja conosco com o mesmo rigor com que queremos que aja com o mundo.